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Rambo: cão do Corpo de Bombeiros da Bahia conquista duas certificações nacionais

Aos três anos, pastor-belga-malinois se tornou o segundo cão bombeiro certificado em Mantrailing na história da corporação

11/08/2026 15h11
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom /
Isadora Gomes / Ascom SSP-BA
Isadora Gomes / Ascom SSP-BA

Quem vê Rambo brincalhão, cheio de energia e apaixonado pelos mais diferentes brinquedos, nem imagina que, por trás dessas características, existe um cão treinado para atuar em ocorrências de busca e salvamento. Aos três anos, o pastor-belga-malinois do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) conquistou duas certificações nacionais ao lado do condutor, o soldado BM Eder Silva de Jesus.

Lotado na Companhia de Operações com Cães (COC) do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM/Iguatemi), Rambo se tornou o segundo cão bombeiro certificado na modalidade de Busca de Pessoas Vivas em áreas urbana e rural na história da corporação. Nascido no Mato Grosso, ele chegou à Bahia ainda filhote, aos dois meses de idade, e é filho de Kendra, uma cadela certificada para atuar em operações de busca no estado de origem.

Desde a chegada à Bahia, Rambo passou a ser preparado pelas equipes do 3º BBM para a modalidade conhecida como “varredura”, realizada em diferentes cenários, como áreas de mata e escombros. Após anos de treinamento, a dupla participou da etapa Centro-Oeste da Certificação Nacional de Cães, realizada em Várzea Grande, no Mato Grosso.

De acordo com Eder, a preparação para as atividades começa muito antes de uma ocorrência. “O treinamento acontece antes mesmo de qualquer chamado surgir. Ele tem que estar apto para qualquer tipo de ocorrência, momento em que não podemos esperar que o desastre aconteça para treinar os nossos cães”, contou.

Durante o processo de certificação, Eder e Rambo passaram cinco dias enfrentando diferentes características do Cerrado. “Dedicamos três dias para testes onde Rambo foi avaliado em provas de agressividade, obediência, destreza e busca. Esse processo é utilizado para verificar se o animal está preparado para as diferentes situações que poderá encontrar em uma ocorrência e se o treinamento segue os procedimentos estabelecidos para a atividade”, contou.

No COC, a dupla mantém uma rotina de treinamentos, principalmente nos horários de temperatura mais amena, para evitar prejuízos à saúde do animal e ao desempenho do faro. “O calor suga muito a energia do cachorro e atrapalha o trabalho com o faro. Então, ao chegar no quartel, bem cedinho, busco sempre sair para os pontos de treinamento e dar início à rotina”, detalhou o soldado.

Além do preparo físico e técnico, a socialização também faz parte da rotina de Rambo. A comandante da unidade, tenente BM Catharina Bonfim, explica que os cães de busca precisam ter facilidade para lidar com pessoas, já que elas são o principal foco do trabalho. “Buscamos sempre apresentar pessoas novas para eles, de diferentes idades, gêneros e características”, contou.

A certificação nacional permite que os binômios — dupla formada pelo cão e seu condutor — sejam convocados para atuar em ocorrências e desastres de âmbito regional, nacional e internacional. A partir dos 18 meses, os cães considerados aptos para a atividade podem passar pelo processo de certificação.

Agora, Rambo se prepara para um novo desafio: a certificação na modalidade de busca por vestígios de restos mortais em áreas urbana e rural. Segundo Catharina, a expectativa é que o processo aconteça até dezembro deste ano. “Enquanto isso, a rotina de Rambo seguirá entre treinos, comandos, buscas e algumas brincadeiras, com foco no preparo para as próximas etapas”, concluiu.

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