O corpo do advogado Gabriel da Silva Alves, encontrado morto na zona rural de Xique-Xique, no oeste da Bahia, não apresentava marcas de tiros, facadas ou fraturas, segundo o laudo da necropsia. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (1º), durante coletiva da Polícia Civil. Apesar dos achados, o exame não determinou a causa da morte, e análises complementares realizadas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) devem auxiliar na investigação.
Segundo o delegado Diego Delmondes, responsável pelo caso, a necropsia identificou informações consideradas relevantes para as apurações, mas parte dos dados permanece sob sigilo. A Polícia Civil informou que não foram encontradas lesões provocadas por disparos de arma de fogo ou arma branca, nem fraturas ósseas. Outras informações do exame não foram divulgadas para não comprometer o andamento das investigações.
Gabriel estava desaparecido desde a noite de 22 de agosto, quando deixou uma confraternização com amigos em um bar de Xique-Xique. Imagens de câmeras de segurança registraram o advogado saindo do estabelecimento em sua motocicleta. Depois, ele fez uma ligação para um amigo, mas a conversa apresentou interferências. Segundo informações repassadas pela família, o advogado teria falado sobre estar perdido ou ter perdido alguma coisa. Após a ligação, ele não voltou a fazer contato.
Em 27 de agosto, cinco dias após o desaparecimento, a motocicleta de Gabriel foi localizada dentro de um buraco, em uma área de vegetação na zona rural do município. Próximo ao veículo, foram encontrados objetos pessoais do advogado, entre eles óculos e um par de sandálias. O corpo foi localizado dois dias depois, no sábado (29), na mesma região. O velório e o sepultamento ocorreram no domingo (30).
Na segunda-feira (31), duas pessoas foram presas temporariamente por cinco dias, sob suspeita de participação no desaparecimento do advogado. A Polícia Civil não divulgou as identidades dos investigados nem detalhes sobre a possível participação deles no caso. A corporação informou que as informações não seriam divulgadas para não comprometer as apurações.
A investigação continua com a realização de oitivas, análise de documentos e avaliação de objetos apreendidos durante as diligências. O trabalho busca reconstruir os últimos passos de Gabriel e esclarecer as circunstâncias da morte. Os exames complementares solicitados ao DPT também devem contribuir para determinar a causa da morte.
Gabriel exercia a advocacia havia três anos e já havia ocupado o cargo de secretário-geral da Comissão de Prerrogativas e Fiscalização do Exercício Profissional da Subseção de Irecê. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia e a Subseção de Irecê lamentaram a morte do profissional e acompanharam as investigações.
Até o momento, a necropsia não identificou marcas de tiros, facadas ou fraturas no corpo de Gabriel. A causa da morte, no entanto, permanece sem definição e depende dos resultados dos exames complementares e do avanço das investigações.
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