O candidato a deputado estadual Andrei Castro (União Brasil) questionou contratos envolvendo uma empresa de tecnologia que, segundo ele, teve Fabrizio Fiscina, irmão da deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD), como sócio. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (10), durante entrevista ao programa É do Povo, transmitido pela Rádio Sauípe FM (102,9). Ao apresentar o caso, Andrei afirmou que Fabrizio teria mantido uma sociedade com Marcos Cerqueira na empresa Edutec e que os dois teriam encerrado a parceria antes de Ludmilla anunciar sua candidatura. Sobre a sequência dos acontecimentos, declarou:
“Existe uma empresa de tecnologia que Fabrizio Fiscina, que é o irmão de Ludmilla Fiscina, essa empresa de tecnologia ele tinha sociedade com um cara chamado Marcos Cerqueira, pronto, tinha essa empresa, aí, simplesmente, chamada Edutec, o nome da empresa, aí eles desfazem a sociedade. Fabrizio Fiscina, com Z, e Marco Cerqueira, eles tinham essa sociedade, aí eles desfazem essa sociedade. Poucos meses depois, cerca de um mês depois, Ludmilla anuncia a candidatura.”
Na sequência, o candidato afirmou que, após a eleição de Ludmilla para deputada e a chegada de Joaquim à Prefeitura de Alagoinhas, a empresa teria passado a firmar contratos com o gabinete da parlamentar e com a administração municipal. Andrei também mencionou a contratação da namorada de Marcos Cerqueira, que, segundo ele, seria nutricionista, por uma empresa de tecnologia. Ao detalhar os acontecimentos, afirmou:
“Ludmilla anuncia a candidatura, inclusive ele contrata também, uma empresa de tecnologia, a namorada, que é nutricionista, para a empresa de tecnologia, ou seja, uma empresa de tecnologia tem uma funcionária que é nutricionista. Até aí também tudo bem, mas já está começando a ficar estranho. Aí beleza, passa-se um tempo, Ludmilla faz a campanha dela, ganha a eleição para deputada, Joaquim está na Prefeitura de Alagoinhas.”
Ao comentar os contratos, Andrei classificou a situação como um “absurdo” e criticou a legislação relacionada às contratações públicas. O candidato afirmou que, na visão dele, o vínculo anterior entre o ex-sócio do irmão da deputada e a empresa deveria ser suficiente para impedir os negócios. Ele também ressaltou que a avaliação é pessoal e declarou:
“E aí essa empresa, que é do ex-sócio do irmão dela, começa a fechar contrato, tanto com ela, quanto com Joaquim. Isso por si só, na minha visão, e eu posso ter a visão que eu quiser, é um absurdo. Isso para mim é um absurdo, não poderia acontecer de forma alguma, só por ser ex-sócio. Mas infelizmente a nossa legislação é muito fraca para isso, para poder pegar, porque isso aí já devia ser barrado de início.”
Durante a entrevista, o candidato ainda levantou a hipótese de que a empresa possa ter ampliado a atuação junto a outras prefeituras por eventual influência de agentes políticos. Andrei fez uma ressalva de que não estava apresentando essa possibilidade como uma acusação, mas como um questionamento que pretende apurar. Ele também citou um contrato com a Prefeitura de Aramari e afirmou que existem outros negócios que, segundo ele, precisam ser analisados.
Ao finalizar o relato, Andrei afirmou que somente os contratos envolvendo Joaquim e o gabinete de Ludmilla Fiscina chegariam a aproximadamente R$ 900 mil em recursos públicos. A declaração foi feita no contexto dos questionamentos apresentados pelo candidato durante a entrevista: “Mas aí fechou o contrato na Prefeitura do lado de Aramari, aí fechou o contrato com ele, só o contrato com Joaquim e com o gabinete dela, deu em cerca de 900 mil reais, dinheiro público”.
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