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SUS inicia oferta de nove medicamentos contra o câncer na Bahia; veja quem pode receber

Tratamentos contemplam 13 indicações clínicas e podem beneficiar mais de 116 mil pessoas no país; primeira etapa abrange 20 centros de saúde, mas as unidades participantes na Bahia ainda não foram identificadas publicamente

20/10/2026 21h49
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Bahia está entre os estados contemplados pela ampliação da oferta de medicamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Anunciada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (20), a iniciativa começa a disponibilizar nove medicamentos para 13 indicações clínicas, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas em todo o país. Nesta primeira etapa, o fornecimento alcança 20 centros de tratamento, distribuídos pelas cinco regiões brasileiras. 

Na Bahia, o Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, já recebeu os medicamentos. A ampliação integra a política de Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para organizar o fornecimento de tratamentos contra o câncer na rede pública. A previsão do Ministério da Saúde é expandir a oferta para os demais centros até o fim de 2026. 

A medida inclui medicamentos que já estavam incorporados ao SUS, mas ainda não eram efetivamente oferecidos nos serviços de saúde. Também amplia as indicações de tratamentos existentes, como o trastuzumabe, utilizado contra o câncer de mama e que passa a ser disponibilizado para determinados casos de câncer de estômago. O acesso depende do diagnóstico, do estágio da doença e dos critérios clínicos estabelecidos para cada tratamento, com avaliação das equipes dos serviços habilitados. 

Confira os nove medicamentos e suas indicações:

- Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: câncer de mama inicial com receptor hormonal positivo, HER2 negativo e comprometimento dos linfonodos, ou em estágio avançado ou metastático.
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: câncer renal de células claras metastático.
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica em primeira linha e determinados tipos de linfoma, incluindo o folicular e o difuso.
- Abiraterona: câncer de próstata resistente à hormonioterapia, não metastático ou metastático, e câncer de próstata metastático sensível à hormonioterapia.
- Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células, em primeira linha de tratamento.
- Alfatirotropina (TSH recombinante): câncer diferenciado de tireoide em pacientes com indicação de tratamento com iodo radioativo.
- Sunitinibe: câncer renal de células claras metastático e tumor do estroma gastrointestinal (GIST) avançado ou metastático após falha do tratamento com imatinibe.

Os medicamentos atuam de maneiras diferentes, conforme as características de cada tumor. Entre os objetivos dos tratamentos estão ampliar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e, em determinadas situações, reduzir o risco de retorno da doença após a cirurgia.

A ampliação também busca corrigir dificuldades históricas no acesso a medicamentos oncológicos de alto custo. Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia prevê a inclusão de 23 novos fármacos até o fim de 2026, ampliando em 35% as alternativas de tratamento disponíveis na rede pública. A aquisição dos nove medicamentos desta primeira etapa terá impacto anual estimado em R$ 155,4 milhões.

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