O Ministério da Justiça identificou registros de falhas na oferta de transporte público em oito estados brasileiros durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). O levantamento relacionou ocorrências na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe, no Pará, em Alagoas, na Paraíba e no Rio de Janeiro. As informações foram reunidas pelo setor de inteligência da pasta a partir de comunicações de órgãos públicos locais, incluindo o Ministério Público Eleitoral (MPE), agências reguladoras estaduais e entidades responsáveis pela gestão do transporte coletivo.
Apesar de o Rio de Janeiro aparecer na lista do levantamento divulgado por parte da imprensa, a Secretaria de Segurança Pública fluminense informou que não havia registros de ocorrências relacionadas à falta de ônibus nos municípios do estado.
Na Bahia, Salvador concentrou parte das denúncias sobre a redução da oferta de transporte público. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), a operação dos ônibus foi normalizada por volta das 12h20, após interrupções registradas no início da manhã em algumas garagens. A pasta atribuiu os problemas a episódios recorrentes de adesivação clandestina dos veículos, relacionados à colocação de material de propaganda eleitoral.
De acordo com a secretaria, as empresas de transporte foram notificadas para garantir a circulação de toda a frota, enquanto equipes do órgão passaram a acompanhar o serviço para evitar novas ocorrências. A Semob informou que a situação foi contornada após diálogo entre os profissionais responsáveis pela operação e representantes de entidades sindicais.
As dificuldades de deslocamento de eleitores também motivaram pedidos de ampliação do horário de votação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do recebimento dos votos até as 19h em todo o Brasil. A decisão atendeu a uma solicitação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, após denúncias de problemas no transporte público em diferentes cidades.
Na reclamação analisada pelo ministro, foram apontadas dificuldades para o deslocamento de eleitores em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. O pedido questionou a insuficiência de veículos para garantir o acesso aos locais de votação. Ao examinar o caso, Zanin considerou a gravidade dos relatos e a urgência da providência, uma vez que o encerramento da votação estava inicialmente previsto para as 17h.
O ministro afirmou que os fatos chegaram ao conhecimento do STF às 16h32 deste domingo e determinou a ampliação do período de votação por duas horas, até as 19h, no horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. A decisão atribuiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de adotar as providências necessárias para cumprir a determinação.
A medida teve alcance nacional, embora a reclamação que fundamentou a decisão tratasse de problemas relatados em três municípios baianos. A prorrogação buscou assegurar que os eleitores afetados por dificuldades de transporte tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais e exercer o direito ao voto.
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