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Flávia Saraiva conquista bronze na trave no Mundial de Ginástica Artística

Flavinha igualou o melhor resultado brasileiro na trave em Mundiais, marca alcançada por Rebeca Andrade em 2023

25/10/2026 20h02
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Foto: MeloGym/CBG
Foto: MeloGym/CBG

Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na final da trave do Mundial de Ginástica Artística, neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda. A brasileira, de 27 anos, somou 14,300 pontos e garantiu um lugar no pódio após executar uma série de alto nível.

A medalha de Flavinha foi a segunda do Brasil no Mundial disputado na Holanda. Antes dela, Rebeca Andrade conquistou o tricampeonato na prova do salto.

Em entrevista ao SporTV, a brasileira destacou a importância do resultado, lembrando sua primeira participação em uma final olímpica, aos 16 anos, e os dez anos de preparação até conquistar uma medalha na trave em um Mundial.

“Eu me sinto muito feliz. Foi um trabalho muito bem-feito, estratégias montadas para colocar o máximo de dificuldade. Tá todo mundo lutando por cada décimo. Eu queria aproveitar essa oportunidade e fazer o meu melhor. Vim para disputar e para estar entre as melhores. Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais”, afirmou.

Especialista no aparelho desde as categorias de base, Flávia conquistou a medalha de prata na trave nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014. A ginasta também foi finalista olímpica da prova em duas ocasiões e chegou à sua terceira decisão de Mundial em Roterdã. Na edição anterior, terminou na quarta colocação, perto do pódio.

Com o bronze deste domingo, Flavinha igualou o melhor resultado brasileiro na trave em Mundiais, marca alcançada por Rebeca Andrade em 2023. A medalhista olímpica por equipes em Paris 2024 chegou, assim, à sua terceira medalha em campeonatos mundiais. Em 2023, ela havia conquistado a prata por equipes e o bronze no solo.

O ouro na trave ficou com a argelina Kaylia Nemour, enquanto a chinesa Zhang Qingying terminou com a prata. As duas ginastas receberam 14,566 pontos, mas Nemour levou a melhor no critério de desempate, por ter obtido nota de execução superior: 8,266, contra 8,066 da adversária.

O resultado também inverteu as posições das duas atletas em relação ao Mundial de 2025, quando Zhang Qingying ficou com o título e Nemour terminou na segunda colocação.

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