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?É a Copa do Mundo da fraude e a Fifa recebeu cartão vermelho?. Foi assim que o diretor da Receita Federal dos EUA, Richard Weber, definiu a operação de ontem. Junto com ele, a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, e o chefe do FBI, James Comey, participaram de uma entrevista sobre o caso. ?É apenas o começo do esforço contra a corrupção no mundo do futebol?, afirmou Comey.
Os dirigentes foram indiciados pela Justiça americana pelo fato das propinas terem sido pagas usando bancos americanos. Além disso, empresas de mídia dos EUA pagaram caro pela transmissão dos eventos e havia uma investigação sobre compra de votos na eleição da sede das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). Segundo o FBI, a investigação engloba um período que começa em 1991.
Caso sejam extraditados para os EUA, os acusados poderão ser condenados a até 20 anos de prisão. Ontem, policias do FBI ainda vasculharam as sedes da Fifa, em Zurique, e da Concacaf, em Miami, na busca por documentos.
Já a Polícia Federal brasileira esteve ontem na sede da CBF e da empresa Klefer, no Rio, também à procura de provas dos esquemas. O empresário José Hawilla, dono da Traffic e um dos acusados no esquema, já havia feito acordo com a Justiça americana para colaborar na investigação e devolver cerca de R$ 471 milhões. Além dele, os americanos Charles Blazer e Daryll Warner e o trindadense Daryan Warmer já haviam confessado envolvimento.
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