O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a ouvir testemunhas de acusação de uma ação penal da Lava Jato envolvendo o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a partir desta quinta-feira (21). O primeiro a ser interrogado deve ser o doleiro Alberto Youssef, que está preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde março de 2014. A audiência será realizada na sede Justiça Federal do Paraná, a partir das 10h.
Na ação em que é reu no STF, Cunha é acusado de receber ao menos US$ 5 milhões em dinheiro desviado de contrato de navios-sonda da Petrobras. As outras audiências estão marcadas para 25 e 28 de julho e há depoimentos previstos até o dia 8 de agosto.
Nesta quarta-feira (20), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski rejeitou o pedido de Cunha para suspender as audiências de testemunhas de acusação de ação penal aberta contra ele.
Para a defesa de Cunha, o juiz instrutor Paulo Marcos de Farias, que trabalha no gabinete do ministro Teori Zavascki, não poderia ter marcado depoimentos de testemunhas durante o recesso do Judiciário e antes da conclusão da produção de provas pedidas por Cunha.
Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso afirmaram, no documento enviado ao Supremo, que a marcação dos depoimentos foi feita de "forma atropelada".Lewandowski não viu urgência para que o caso seja decidido no recesso e considerou que não cabe o tipo de ação apresentada – um habeas corpus – para questionar decisão de outro ministro da corte. Foi o ministro Teori Zavascki quem delegou que o juiz instrutor marcasse as audiências.
"Rogando as mais respeitosas vênias, essa necessidade de marchar para frente a qualquer preço constitui uma flagrante violação ao seu direito básico de se defender, de forma plena e efetiva, no curso do processo, violando, assim, garantias básicas inerentes a um Estado Democrático de Direito", disseram os advogados de Cunha no pedido rejeitado por Lewandowski.
Eleições 2026 Campanha de Lula apresenta acordo com Flávio para abrir sigilos
Eleições 2026 Termina nesta quinta (22) o prazo para realização de comícios e ações de campanha
Disputa Eleitoral Kassio Nunes Marques descarta proibição de canais do WhatsApp antes da eleição
Justiça Democracia exige que perdedor respeite as regras do jogo, diz Fachin
2º Turno TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Eleições 2026 Conselho da Meta aponta falhas recorrentes e cobra transparência na moderação eleitoral