A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação "Copérnico" para combater uma quadrilha responsável por desviar verbas públicas destinadas à saúde na Bahia. De acordo com a PF, o grupo criava empresas e entidades sem fins lucrativos em nome de "laranja" com o objetivo de firmar contratos de gerenciamento de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e centros de saúde.
O esquema envolve três municípios: Salvador, Candeias e São Francisco do Conde. A prefeitura de pelo menos duas destas cidades pagou mais de R$ 70 milhões sem documentação que comprovasse a realização dos serviços de saúde.
A PF e a Controladoria Geral da União (CGU) identificaram três irregularidades: fraude às licitações, falta de fiscalização por parte do município e pagamento apenas com base na declaração emitida pela própria entidade.
São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e sete mandados de condução coercitiva. Na capital baiana, os policiais federais fazem buscas nas UPAs de São Cristóvão, Periperi e San Martin e no Instituto Médico de Cardiologia, além de outros endereços.
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