Quinta, 22 de Outubro de 2026 19:54
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,05 +0,55%
Euro R$ 5,65 ++0,17%
Bitcoin R$ 435.235,38 -4,04%
Bovespa 204.120,13 pontos -1.15%
Política em Foco Rio de Janeiro

Carlinhos Cachoeira é preso por agentes da Polícia Federal

Cachoeira cumpria prisão domiciliar desde o dia 11 de junho, quando deixou o complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

28/07/2016 10h04
Por: Redação Fonte: Globo
Carlinhos Cachoeira é preso por agentes da Polícia Federal

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na manhã desta quinta-feira (28) em um hotel da Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Agentes da Polícia Federal deixaram o local por volta das 8h50. Cachoeira cumpria prisão domiciliar desde o dia 11 de junho, quando deixou o complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Nesta quarta-feira (27), a 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF-2) determinou de Carlinhos Cachoeira, do dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, e outros três réus da Operação Saqueador voltem para a cadeia em prisão preventiva.

A operação prendeu suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. A decisão do tribunal foi unânime, com três desembargadores votando pela volta dos suspeitos à prisão.

Como a decisão, o tribunal restabelece a decisão do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que determinava o cumprimento da prisão preventiva em regime fechado.

Durante a sessão, o presidente do tribunal, o desembargador Paulo Espírito Santo disse que "o país não suporta mais a corrupção, a impunidade, e não botar na cadeia os mais ricos". Antes, o relator do caso, Abel Gomes, já tinha votado pela volta da prisão dos suspeitos. O último desembargador a se pronunciar, André Fontes, acompanhou o voto dos dois colegas.

Ultima prisão 

No dia 11 de junho, Cavendish, Cachoeira e os empresários Adir Assad, Cláudio Abreu e Marcelo Abbud, presos na operação, deixaram o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, com uma decisão do STJ.

Alegações?Na sessão, a defesa de Cavendish alegou que ele precisaria ficar em casa com as filhas gêmeas de seis anos, já que ele é o único responsável pelas meninas desde a morte da mãe em um acidente aéreo.

Já o Ministério Público defendeu a volta dos envolvidos para o presídio sob alegação de que se isso não ocorrer, eles poderão fugir do país e colocar em risco todo o processo. O órgão lembrou ainda que, segundo levantamento da PF, Cavendish viajou 15 vezes para o exterior - e só levou as filhas em quatro ocasiões.

Foram analisadas três possibilidades, a partir dos pedidos de habeas corpus: os presos voltarem para o presídio, como defende o MP; permanecerem em prisão domiciliar; e o pedido da defesa, de suspensão da prisao preventiva com liberdade para morar e trabalhar onde quiserem.

Imediatamente após a sessão, o advogado de Cachoeira, Cleber Lopes, disse que vai recorrer da decisão ao STJ. A Sétima Vara Federal ainda não havia sido notificada da decisão até as 17h35.

Devido à falta de tornozeleiras eletrônicas no estado, os réus cumpriram prisão domiciliar sendo monitorados por agentes da Polícia Federal (PF) após terem deixado o presídio no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reveja a decisão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.