Dessa vez, o caminho não tem volta. Aos 20 anos, Rodrigo Becão extrapolou a idade para defender as categorias de base e será integrado em definitivo ao time profissional do Bahia. Nada que intimide o zagueiro. “Me sinto pronto, com certeza. Só falta aparecer a oportunidade”, diz, sem titubear.
A experiência não será nova para o prata da casa, que jogou no time profissional uma única vez, na última rodada da Série B de 2015, contra o Atlético-GO, na Fonte Nova. Em 2016, ele treinou durante parte do ano com o elenco principal. A chance pintou após Robson ser emprestado ao Esteghlal, do Irã, em julho.
“Eu comecei o ano no sub-20 e subi pra suprir o lugar de Robson. Aí fiquei treinando. Fui relacionado para uns seis jogos do profissional, mas, infelizmente, não tive a oportunidade de entrar”, conta Rodrigo Becão, que já está familiarizado com o técnico Guto Ferreira. “A gente não conversou muito, mas me dou muito bem com ele. Me cobra bastante”.
Apesar de ter feito parte do elenco que conquistou o acesso à Série A, Becão não terminou o ano no time profissional. Ele foi reintegrado à equipe sub-20 para a disputa da Copa do Brasil da categoria. Capitão do time, não ergueu a taça do torneio e a viu ser carregada pelo São Paulo após a final em Pituaçu. Ele não desanimou e garante que está treinando durante as férias para se reapresentar bem ao time profissional, segunda-feira (2).
“Tô fazendo um trabalho à parte, na academia, na praia, pra não ficar tão parado”, conta o soteropolitano, que pintou no Bahia em 2013 após passagens rápidas pelas bases de Ypiranga, Galícia e Atlântico. Indicado pelo ex-lateral Luciano Baiano e aprovado pelo técnico Aroldo Moreira, ele chegou ao Fazendão como volante, mas acabou recuado.
Destro, com 1,92 m, Rodrigo Becão é fã do também zagueiro Thiago Silva, do Paris Saint-Germain. “Me espelho nele, é um zagueiro bom e completo”, elogia o prata da casa, que voltou de Recife nesta quarta-feira (28). Ele viajou pra tirar o visto americano e ficar à disposição do técnico Guto Ferreira para a disputa do Flórida Cup.
Confiante, Becão faz questão de se apresentar para a torcida: “Sou um zagueiro veloz, com boa recuperação. Tenho o ‘um contra um’ muito bom, além de boa bola aérea e liderança. Fui capitão nos últimos dois anos e chego ao profissional mais maduro”. Agora, resta a oportunidade pra provar que é mesmo bom de bola.
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