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Sesab confirma primeiro caso de febre amarela em macaco

Outras duas notificações em macacos foram registradas na cidade de Alagoinhas, a 120 km de Salvador, no início do mês

29/03/2017 14h57 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1
Sesab confirma primeiro caso de febre amarela em macaco

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) divulgou, nesta quarta-feira (29), que foi confirmado o primeiro caso de febre amarela em macaco na capital baiana. O animal foi encontrado morto no bairro de Vila Laura. Outras duas notificações em macacos foram registradas na cidade de Alagoinhas, a 120 km de Salvador, no início do mês.

Por conta do caso no animal - que não é transmissor da doença -, a Sesab afirmou que, em conjunto com o município, definiu nova estratégia de combate ao controle do vírus em Salvador. Os detalhes das medidas serão apresentados em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira.

Segundo o último boletim da Sesab, até 14 de fevereiro deste ano, foram notificados 14 casos suspeitos de febre Amarela em oito municípios (1- Itiúba; 4 - Coribe; 1- Itamaraju; 1- Mucuri; 1- Nova Viçosa; 3 -Teixeira de Freitas; 1- Ilhéus; 1- Feira de Santana; 1- residente no estado de Alagoas).

A Sesab informou que dois foram descartados laboratorialmente em Mucuri e um Teixeira de Freitas. Doze casos permanecem em investigação. Os residentes de Coribe e Itiúba são da zona rural.

Macaco não transmite doença

O macaco não é transmissor da febre amarela. A morte do animal, segundo especialistas, deixa o alerta sobre a incidência da doença na região e possibilita ações dos governos para evitar epidemias.

Transmissão

A febre amarela tem duas formas de transmissão: a silvestre e a urbana. Os casos que estão sendo registrados no país estão relacionados à forma silvestre. O nome tem a ver com o fato de que as situações ocorrem em regiões rurais ou de mata. Neste contexto, os transmissores são os mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Quando os mosquitos picam um macaco doente, eles [mosquitos] se tornam capazes de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem.

Na forma urbana da febre amarela, que está erradicada no Brasil desde 1942, a doença é transmitida pelo Aedes Aegypti, que hospeda o vírus ao picar um animal infectado e pode contaminar humanos. A boa notícia é que isso não aconteceu ainda, de acordo com o Ministério da Saúde e os médicos entrevistados.

Apesar da diferença entre as formas silvestre e urbana, o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença resultante da infecção.

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