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Mata de São João TJ-BA

TJ-BA defere novamente liminar para suspender EMAS

O descumprimento da ordem Judicial pode gerar uma multa diária de R$ 20 mil para a Prefeitura.

14/09/2017 23h25 Atualizada há 9 anos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
TJ-BA defere novamente liminar para suspender EMAS

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) voltou a deferir, nesta quinta-feira (14), Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que suspende a Lei (656/2017), que criou a Empresa Municipal de Água e Esgoto (Emas). A ação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com anuência da Embasa. 

O desembargador Raimundo argumentou que a Lei da Emas viola "artigos da Constituição Estadual da Bahia (CEBA), onde possui vício de incompetência legislativa". "O município acionado integra a Região Metropolitana de Salvador. Assim, a Lei impugnada traz, “que em uma análise perfunctória legislaria sobre serviço público de interesse local, ultrapassa o interesse meramente local e atinge outros entes federativos, afetando política e administrativamente os outros Municípios integrantes da Região Metropolitana e o próprio Estado da Bahia”.

A decisão de Cafezeiro é praticamente semelhante a última Adin deferida em junho, que continua aguardando julgamento.

O descumprimento da ordem Judicial pode gerar uma multa diária de R$ 20 mil para a Prefeitura, que ainda não teria sido intimada. 

A concessão da Embasa de gestão dos serviços de Abastecimento de Água e Saneamento Básico com o município encerra neste domingo, dia 17 de setembro. 

Segundo informações do executivo municipal, a EMAS terá um faturamento anual em torno de R$ 24 milhões.



Reunião nesta quinta

Apesar da Adin, o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, se reuniu nesta quinta-feira (14) com o prefeito de Mata de São João, Marcelo Oliveira (PSDB), na sede do Órgão em Salvador. 

De acordo com Oliveira, o presidente do órgão teria se comprometido a fazer a transição sem transtornos para a população matense. 

"O presidente da Embasa reiterou seu compromisso de fazer uma transição pacífica, planejada e eficiente, de modo a não trazer nenhum transtorno para a população atendida pelo sistema de abastecimento de água e esgoto do município", disse o gestor ao Mais Região.

Ainda segundo o prefeito, "O processo vai consumir algumas semanas", mas que houve consenso entre as partes. 



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