A PREFEITURA MUNICIPAL DE MATA DE SÃO JOÃO–BA, BEM COMO A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE VEM ATRAVÉS DESTA SE POSICIONAR E SE SOLIDARIZAR COM A FAMÍLIA A RESPEITO DO DESFECHO TRAUMÁTICO E INESPERADO DO ÓBITO FETAL OCORRIDO NO DIA 24 DE JANEIRO DE 2018.
CABE RESSALTAR QUE A PACIENTE FOI ADMITIDA EM TRABALHO DE PARTO NO DIA 23 DE JANEIRO, ÀS DEZENOVE HORAS E QUARENTA MINUTOS, COM IDADE GESTACIONAL DE 40 SEMANAS E QUATRO DIAS, EM QUE A RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SE FAZ CLARA NOS SEUS MANUAIS E PROTOCOLOS ATUAIS, DE QUE NESTES CASOS, EM GESTANTES DE BAIXO RISCO, ENTRE 14 E 35 ANOS, SEM CIRURGIAS PRÉVIAS, PATOLOGIAS OU USO DE MEDICAÇÃO CONTROLADA, E COM IDADE GESTACIONAL ACIMA DE 37 E ABAIXO DE 41 SEMANAS, ESTÁ INDICADO A VIA DE PARTO NATURAL.
A GESTANTE DURANTE O PERÍODO DE INTERNAMENTO FOI ACOLHIDA E ACOMPANHADA DE PERTO E EM CONJUNTO PELA ENFERMEIRA OBSTÉTRICA ESPECIALISTA E MÉDICA ESPECIALISTA EM OBSTETRÍCIA CONCURSADA DO NOSSO SERVIÇO. A PACIENTE ESTAVA EVOLUINDO NORMALMENTE O TRABALHO DE PARTO, NO QUAL PERIODICAMENTE, SEGUINDO O PROTOCOLO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, A MESMA VINHA SENDO AVALIADA COM O CUIDADO INTEGRAL, EM QUE SUAS CONTRAÇÕES UTERINAS E OS BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS EVOLUIAM DE FORMA SATISFATÓRIA.
NESSE SENTIDO, NÃO HAVIA INDICAÇÃO DE SUBMETER A GESTANTE A UMA VIA DE PARTO CIRÚRGICA (CESARIANA), A QUAL É UMA SITUAÇÃO DE MAIOR RISCO E POSSÍVEIS GRANDES COMPLICAÇÕES, ALÉM DE QUE NÃO SERIA UMA GARANTIA DE UM DESFECHO FAVORÁVEL.
LAMENTAVELMENTE, NO PERÍODO DA TARDE DO DIA 24 DE JANEIRO, DURANTE A AVALIAÇÃO PERIÓDICA, CONFORME O PROTOCOLO PELA OBSTETRA E ENFERMEIRA, FOI DETECTADO UMA AUSÊNCIA DE BATIMENTOS CARDÍACOS FETAIS.
GOSTARIAMOS DE INFORMAR QUE O CENTRO DE PARTO NATURAL DE MATA DE SÃO JOÃO – BA, DESDE A SUA INAUGURAÇÃO, NO DIA 22 DE DEZEMBRO DE 2017, JÁ REALIZOU 31 PARTOS NATURAIS, SEM COMPLICAÇÕES, ONDE A MAMÃE E O BEBÊ RETORNARAM SAUDÁVEIS PARA OS SEUS LARES E BASTANTE SATISFEITAS COM O ACOLHIMENTO E ATENDIMENTO HUMANIZADO. PORÉM, QUANDO EXISTE INDICAÇÃO MÉDICA DE PARTO CESARIANO, A GESTANTE SEMPRE É ENCAMINHADA PARA O HOSPITAL MUNICIPAL DR. EURICO GOULART DE FREITAS, PARA REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO PELO MÉDICO OBSTÉTRA E EQUIPE COMPOSTA TAMBÉM PELO ANESTESISTA, CIRURGIÃO GERAL E PEDIATRA.
VALE DESTACAR QUE A TAXA DE OPERAÇÃO CESARIANA NO BRASIL SITUA-SE EM TORNO DE 56%. ESTUDOS RECENTES DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS) SUGEREM QUE TAXAS POPULACIONAIS DE OPERAÇÃO CESARIANA SUPERIORES A 10% NÃO CONTRIBUEM PARA REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA, PERINATAL OU NEONATAL (MINISTÉRIO DA SAÚDE/ PORTARIA N° 306, DE 28 DE MARÇO DE 2016).
Sobre o caso
Chá de bebê de Ludythellen em novembro de 2017. (Foto: Arquivo Pessoal/Família)De acordo com relatos de uma prima na rede social, Ludythellen Lavínia Queiroz Ferreira teria dado entrada na unidade sentindo dores na terça, e com perda de líquido amniótico. Na quarta pela manhã, a família da jovem teria solicitado que o parto fosse cesariana, mas a médica que fez o atendimento teria dito que o parto seria normal.
Segundo as informações, às 14h da quarta, a gestante não estava mais sentindo a criança mexer na barriga e que Ludythellen estava com muitas dores naquele momento. E diante da situação, a médica teria dito que não haveria a possibilidade de atestar a morte da criança pelo fato dos aparelhos do Centro de Parto estarem com problemas. Em menos de uma hora, a gestante foi encaminhada para uma ala do Hospital Eurico Goulart de Freitas, que fica anexo a unidade.
Ainda segundo o relato, após duas horas, a médica informou que a jovem seria regulada para o Hospital Roberto Santos em Salvador, onde foi constatada através de uma ultrassom que o bebê estava morto na barriga da gestante.
Ainda na publicação, a prima da vítima relata que um médico do Roberto Santos informou que se o parto fosse feito no início da manhã de quarta, a criança estaria viva.
Na redação do Mais Região, a mãe de Ludythellen, Luciana Queiroz, contou emocionada que no estado em que sua filha se encontrava não tinha condições do procedimento ser normal e que em vários momentos suplicou para que a obstetra fizesse a cesariana. “Eu implorei várias vezes para que a obstetra fizesse cesariana, só faltei me ajoelhar na frente dela. Até se ela [obstetra] falasse que iria transferir para um Hospital particular eu pagaria. A criança já era amada! ”, lamentou.
Luciana informou que o corpo da bebê foi encaminhado nesta sexta-feira para o Departamento de Polícia Técnica, Nina Rodrigues, para ser periciado. Ela disse ainda que procurou a delegacia da cidade e o Ministério Público. A família promete realizar protestos para cobrar Justiça no caso.
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