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Familiares cobram por Justiça pela morte de bebê no cortejo do Bonfim

Em um dos cartazes, os manifestantes pediam ao prefeito Marcelo Oliveira, Justiça e contratação de profissionais qualificados.

28/01/2018 13h49 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: Maryane Meira
Familiares cobram por Justiça pela morte de bebê no cortejo do Bonfim

Em meio ao Cortejo da Festa do Senhor do Bonfim em Mata de São João, familiares da jovem que acusa o Centro de Parto Natural de negligência, pela morte do bebê, chamavam a atenção dos foliões e autoridades com faixas e cartazes, pedindo Justiça pelo caso. Em um dos cartazes, os manifestantes pediam ao prefeito Marcelo Oliveira, Justiça e contratação de profissionais qualificados.

O caso aconteceu na terça-feira (23), quando a mãe do bebê, Ludythellen Lavínia Queiroz Ferreira teria dado entrada na unidade sentindo dores na terça, e com perda de líquido amniótico. No outro dia pela manhã, a família da jovem teria solicitado que o parto fosse cesariana, mas a médica que fez o atendimento teria dito que o parto seria normal. 

Segundo as informações, às 14h da quarta, a gestante não estava mais sentindo a criança mexer na barriga e que Ludythellen estava com muitas dores naquele momento. E diante da situação, a médica teria dito que não haveria a possibilidade de atestar a morte da criança pelo fato dos aparelhos do Centro de Parto estarem com problemas. Em menos de uma hora, a gestante foi encaminhada para uma ala do Hospital Eurico Goulart de Freitas, que fica anexo a unidade.

 

Ainda segundo o relato, após duas horas, a médica informou que a jovem seria regulada para o Hospital Roberto Santos em Salvador, onde foi constatada através de uma ultrassom que o bebê estava morto na barriga da gestante.  

 

A prima da vítima relatou em um publicação no facebook que um médico do Roberto Santos informou que se o parto fosse feito no início da manhã de quarta, a criança estaria viva. 

 

Na redação do Mais Região, a mãe de Ludythellen, Luciana Queiroz, contou emocionada que no estado em que sua filha se encontrava não tinha condições do procedimento ser normal e que em vários momentos suplicou para que a obstetra fizesse a cesariana. “Eu implorei várias vezes para que a obstetra fizesse cesariana, só faltei me ajoelhar na frente dela. Até se ela [obstetra] falasse que iria transferir para um Hospital particular eu pagaria. A criança já era amada! ”, lamentou.

 

Luciana informou que o corpo da bebê foi encaminhado nesta sexta-feira para o Departamento de Polícia Técnica, Nina Rodrigues, para ser periciado. Ela disse ainda que procurou a delegacia da cidade e o Ministério Público. A família promete realizar protestos para cobrar Justiça no caso. 

 

A jovem recebeu alta médica na sexta-feira (26). 

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