O presidente do Senado, Eunício Oliveira, avaliou nesta terça-feira (13) que o lançamento da pré-candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à presidência da República não influencia e nem atrapalha em nada a pauta do Congresso.
“Acho que nada vai influenciar nessa questão, pela responsabilidade que nós temos, tanto ele, quanto eu, de tocar a pauta do Congresso Nacional. Candidatura não pode influenciar nisso. Eu acho até que dinamiza, para que essas matérias que são importantes, que falam com a sociedade brasileira, que dialoguem com a sociedade brasileira, possam efetivamente ser votadas aqui o mais rápido possível”, disse Eunício.
Ainda sobre a pauta, o presidente do Senado disse tem conversado muito com Maia. “O Senado votou todas as matérias de microeconomia e quase todas as matérias da questão de segurança pública. Não tem vaidade de ser pauta do Congresso, tem que ser da Câmara para o Senado e do Senado para a Câmara. Como nós estávamos desde o ano passado com a pauta de microeconomia e segurança pública, nós adiantamos algumas coisas aqui. A Câmara estava com outra pauta [no ano passado], que era a Previdência e as duas denúncias contra o presidente da República, então atrasou um pouco, mas o Rodrigo disse que vai fazer um mutirão [para votar as propostas na área de segurança]”, adiantou Eunício Oliveira.
O senador também acrescentou que aguarda que as matérias já apreciadas pelo Senado tenham andamento na Câmara e que outras sejam liberadas dos deputados para os senadores, como é o caso da proposta que cria o Sistema Único de Segurança Pública. O texto deve ser votado esta semana na Câmara e seguirá para o Senado, onde também tramitará em regime de urgência.
Entre as propostas que estão na pauta do Senado esta semana está a que trata do Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens, PLS 240/2016. O plano pretende, em um prazo de dez anos, reverter os altos índices de violência contra os jovens negros e pobres, que lideram o ranking de mortes nessa faixa etária no país. Para o senador, a pauta de segurança precisa fugir da ideia de ampliar penas. “Nós tenos que encontrar caminhos para que essas penas sejam cumpridas e não apenas ampliar as penas”, ressaltou Eunício.
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