Com a saída do apresentador Luciano Huck da corrida presidencial, o PPS viu-se obrigado a atrair novos nomes para o partido. Atualmente, a sigla tenta angariar os “cabeças pretas” do PSDB, ou seja, os deputados mais jovens que fazem oposição ao governo Temer. A legenda tem menos de um mês, até 7 de abril, para convencer os parlamentares a trocarem de sigla sem risco de sofrerem punição.
Outra preocupação da legenda, que atualmente tem nove deputados, é a cláusula de barreira que exige que os partidos elejam em 2018 o número mínimo de 13 deputados em, pelo menos, nove estados para terem acesso ao fundo partidário e tempo de TV.
Segundo informações do Estadão, Daniel Coelho (PE) e Pedro Cunha Lima (PB), os dois principais porta-vozes dos “cabeças pretas”, encabeçam as negociações com o presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (SP).
O congressista pernambucano afirmou ainda que foi procurado pelo PPS com a promessa de criação de um novo braço da sigla, o partido Movimento 23, o M23. Freire confirmou as negociações com os tucanos.
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