Para ter um tempo maior de televisão sem precisar se alinhar com o MDB, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ofereceu duas secretarias de sua gestão, que hoje estão com os emedebistas, para o PR.
Segundo apurou o bahia.ba, o democrata soteropolitano deve romper com o MDB nos próximos dias para evitar que o desgaste das malas de R$ 51 milhões encontradas em um apartamento ligado ao ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, afete sua campanha ao governo da Bahia.
Para compensar o tempo de televisão que perderá com a saída do MDB de sua base, Neto tenta a todo custo trazer o PR para sua base. Já ofereceu a vice na sua chapa ao deputado federal José Rocha, e agora quer dar duas pastas da sua administração.
São elas: a de Infraestrutura e Obras Públicas, que é comandada por Almir Melo, e a de Mobilidade Urbana, que é chefiada por Fábio Mota. Aliados de Neto apostam, no entanto, que o prefeito deve convencer os titulares das pastas a deixarem o MDB e se filiarem ao PR. Desse modo, Mota e Almir devem continuar no comando das secretarias.
À vista desta articulação, os correligionários de ACM Neto dão como certa a ida PR para a base, apesar de a agremiação hoje está dividida entre João Carlos Bacelar, o Jonga, José Rocha e o presidente da legenda, José Carlos Araújo.
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