Ministro diz que tiros contra caravana de Lula são inaceitáveis
Jungmann afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o caso porque o crime não foi federal
28/03/2018 08h23Atualizada há 8 anos atrás
Por: RedaçãoFonte: Estadão Conteúdo
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, classificou nesta terça-feira, 27, como "inaceitável" o ataque a tiros aos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no interior do Paraná. Dois veículos foram atingidos por disparos de arma de fogo, mas ninguém se feriu.
"É absolutamente inaceitável que aconteça, parta de quem partir. Isso não é convivência democrática. Isso não pode acontecer, e se acontecer é preciso identificar os responsáveis porque não pode se repetir dentro do regime democrático", disse o ministro
Jungmann também condenou confrontos entre militantes petistas e anti-lulistas. Jornalistas foram agredidos no trajeto por seguranças do ex-presidente. "Não podemos admitir confrontos e é preciso ter respeito."
O ministro afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o caso porque o crime não foi federal e cabe às autoridades estaduais atuar. "Caberá à investigação estabelecer se foi ou não (um atentado político)", disse.
Jungmann iria conversar ainda nesta terça-feira com a Secretaria de Segurança do governo Beto Richa (PSDB), para pedir "atenção redobrada" para o caso. "Eu pedi que existam cuidados adicionais e falo sempre com a própria PRF", disse o ministro. Antes, ele se reuniu com parlamentares da bancada do PT.
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