Sexta, 10 de Julho de 2026 07:58
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,12 +0,00%
Euro R$ 5,85 ++0,02%
Bitcoin R$ 349.578,45 ++1,90%
Bovespa 172.742,13 pontos +1.22%
Política em Foco ADC

Nova ação contra prisão a partir da 2ª instância causa incômodo no STF

Havia aposta de que a ministra Rosa Weber votaria a favor da ADC do PEN

19/04/2018 11h29 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: G1

Já causa incômodo em vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) protocolada pelo PCdoB para impedir a prisão de condenados a partir da segunda instância.

Alguns ministros demonstraram contrariedade quando informados da ação. Isso porque há um sentimento majoritário no STF de congelar esse debate por um período, depois de o tema ter sido debatido durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula recentemente.

Segundo parlamentares do PCdoB, a ação tem como objetivo imediato tentar beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso depois de ter o habeas corpus negado.

A ação protocolada pelo jurista Celso Antonio Bandeira de Mello foi definida pelo PCdoB em sintonia com o PT depois que o PEN decidiu retirar ação semelhante que era representada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

A própria presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, já havia sinalizado sua disposição de não pautar o tema em plenário na sua gestão, que termina em setembro.

Havia aposta de que a ministra Rosa Weber votaria a favor da ADC do PEN. Mas depois do seu voto contra o habeas corpus de Lula, em que defendeu a estabilidade da jurisprudência do STF, ganhou força na corte a avaliação de que este não é o momento de retomar a análise de um tema que tem dividido o Supremo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.