Sexta, 10 de Julho de 2026 06:19
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,12 +0,00%
Euro R$ 5,85 ++0,02%
Bitcoin R$ 347.880,25 ++1,40%
Bovespa 172.742,13 pontos +1.22%
Política em Foco Investigação

Lava Jato prende suspeito de ser 'homem da mala' de Geddel

Um doleiro apontado por Lúcio Funaro como a pessoa que fez entrega de dinheiro ao ex-ministro GeddeL.

04/05/2018 11h20 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: Bocão News
Lava Jato prende suspeito de ser 'homem da mala' de Geddel

A nova fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, deflagrada nesta quinta-feira (3), prendeu em Brasília um doleiro apontado por Lúcio Funaro como a pessoa que fez entrega de dinheiro ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), apurou a Folha.

Essa suposta entrega de dinheiro está sendo investigada em um dos inquéritos em que o presidente Michel Temer é alvo no STF (Supremo Tribunal Federal). 

Em outubro de 2017, o operador financeiro Lúcio Funaro disse à Procuradoria-Geral da República ter direcionado R$ 1 milhão a Geddel, dinheiro que teria recebido do advogado José Yunes, ex-assessor especial de Temer.

Segundo Funaro, o dinheiro foi enviado por meio de um doleiro sediado no Uruguai que prestava serviço para ele, chamado Tony. Esse doleiro teria feito o trabalho de "logística" –receber o dinheiro em São Paulo e entregá-lo em Salvador: "Ele [um funcionário do doleiro Tony, de nome "Júnior"] entregou no comitê do PMDB da Bahia para o próprio Geddel", disse Funaro.

Funaro disse também que não tinha a exata identificação de Júnior --o doleiro preso nesta quinta--, “pois tal pessoa era mencionada apenas dessa forma”.

Funaro entregou às autoridades anotações que, segundo ele, comprovam a entrega de R$ 1,2 milhão em Salvador no dia 3 de outubro de 2014, às vésperas das eleições daquele ano. 

Ele disse que quase a totalidade da movimentação financeira com Geddel foi identificada pela PF, que rastreou movimentações diárias, abastecimento de aeronave e hangar em Salvador, além de hospedagem em hotel. Geddel afirma que a história não é verdadeira e que não conhece nenhuma pessoa chamada Junior no contexto referido por Funaro. 

DOLEIROS

Na nova fase, a Lava Jato do Rio mirou um esquema de doleiros que atuam no país e movimentou cerca de US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões), envolvendo mais de 3.000 offshores em 52 países.

A operação não tem ligação com o suposto esquema apontado por Funaro e que teria beneficiado Geddel. Junior, apelidado de Jubra --junc?a?o de “Junior” com “Brasilia”– foi detido porque faria parte do suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas investigado pela Lava Jato.

Vinicius Claret e Cláudio Barboza, apontados como os maiores doleiros do país, fizeram delação premiada.

Seus depoimentos deram base à operação desta quinta. Barboza disse que foi apresentado a Ju?nior por Lu?cio Funaro, em 2008, como sendo “um doleiro que atuaria em Brasi?lia”. Desde enta?o, passou a utilizar os servic?os de Ju?nior para fornecer dinheiro em espe?cie em Brasi?lia e para fazer a logi?stica para entrega de dinheiro em espe?cie pelo pai?s. A Folha não conseguiu contato, até a publicação desta edição, com o advogado de Júnior.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.