A defesa enfática de Lula virou um palanque pessoal de Gleisi Hoffmann para a próxima eleição. Sua liderança nessa campanha garantiu forte apoio a seu nome nas bases petistas, o que deve turbinar sua candidatura a deputada federal.
Uma reeleição como senadora passou a ser um plano arriscado, especialmente após seu envolvimento na Lava Jato. Ela atribui a decisão de concorrer à Câmara, porém, a suas funções partidárias e ao quadro eleitoral no Paraná.
"Avaliei que só haverá uma vaga no campo progressista no estado. Como o [Roberto] Requião [MDB-PR] será candidato, vamos apoiá-lo. Seria correr um risco. E eu saio candidata a deputada federal."
Gleisi poderá ser julgada ainda em junho no STF (Supremo Tribunal Federal) na ação em que é acusada de ter recebido R$ 1 milhão desviados da Petrobras para financiar sua campanha de 2010.
"Não tem como me condenar nesse processo. Não tem prova", rebateu. "A ação é baseada em uma delação questionada", disse, em referência às acusações de que o advogado Figueiredo Basto cobrava dinheiro para livrar suspeitos das delações de seus clientes.
Além desse caso, a senadora enfrenta outras três acusações. Foi denunciada pela PGR por outros desvios na Petrobras no chamado "quadrilhão do PT" e por ter recebido R$ 3 milhões em caixa dois da Odebrecht. A PF também afirma que ela recebeu R$ 1,3 milhão em propina e caixa dois da TAM e da empresa de tecnologia Consist.
"Só posso considerar que isso [as investigações] está sendo feito com o peso da divulgação que tem porque estou ocupando a presidência do PT. Comecei a achar que sou importante. Só pode ser".
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