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Política em Foco Articulação

Haddad discute plano de governo de Lula com Rui Costa e Wagner

Haddad citou as pesquisas de opinião, nas quais Lula aparece na liderança

25/06/2018 11h57 Atualizada há 8 anos atrás
Por: Redação Fonte: A Tarde
Haddad discute plano de governo de Lula com Rui Costa e Wagner
Coordenador do programa de governo do PT designado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) passou o final de semana em Salvador, colhendo sugestões e informações para o plano, que, segundo ele,  deve ser concluído até 15 de julho.

Haddad teve encontros com os também petistas governador Rui Costa e com o ex-ministro Jaques Wagner. “Estou incumbido pelo presidente Lula para coordenar o plano de governo, e vim tratar de alguns assuntos relacionados a isso”, informou o ex-prefeito de São Paulo em entrevista durante velório do ex-governador e ex-ministro Waldir Pires, sábado, 23, no Mosteiro de São Bento.

Indagado se o nome dele continuava cotado no PT para substituir o ex-presidente Lula na campanha, caso o petista seja impedido pela Justiça, Haddad disse que não tratou disso nos encontros. “Lula é o nome [do PT à Presidência], e mais importante do que isso, é o que ele significou e significa”, argumentou o  ex-prefeito.

Haddad citou as pesquisas de opinião, nas quais Lula aparece na liderança, como uma demonstração, segundo ele, de que o eleitor brasileiro quer Lula na Presidência.

“Qual nossa tarefa? fazer um belo plano de governo, porque o Brasil está com muitos desafios e, certamente, ele é a figura mais importante neste momento para liderar um processo de recuperação”, explicou.

Alianças
Sobre aliança com outros partidos, Haddad disse que o PT  tem conversado com outras forças, mas lembrou que é legítimo  que outros partidos do campo da esquerda também tenham candidatos. Citou Ciro Gomes (PDT), Manuela D’Avila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL).  

Haddad reiterou mais uma vez que não descarta negociações, seja para um desses pré-candidatos ser vice de Lula ou até mesmo outra composição com um partido que não tenha candidato a presidente. Caso, por exemplo, do PSB.

“Estamos abertos a conversar com todos os partidos. Tem a aliança de primeiro turno e tem a de segundo. Se um desses ganhar a eleição, estaremos juntos no governo”, afirmou. 
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