Os principais pré-candidatos à Presidência apresentaram as suas propostas para o empresariado brasileiro, nesta quarta-feira (4), em exposições promovidas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Rivais na disputa pelo Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT) provocaram reações antagônicas na plateia.
Bolsonaro apresentou um discurso palatável ao setor produtivo, enquanto Ciro foi vaiado por defender um tema caro aos empregadores: a revisão da reforma trabalhista no ano passado. Além dos dois, participaram Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos-PR). O PT, que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (preso) como pré-candidato, criticou a ausência de um representante do partido.
Citação a Trump
Geraldo Alckmin (PSDB): Com o presidente americano, Donald Trump, como exemplo, Geraldo Alckmin defendeu uma redução no Imposto de Renda para Pessoa Jurídica. “Nos EUA, o presidente Trump reduziu o imposto corporativo. Temos de estimular novos investimentos”, defendeu.
Quer os votos de Lula
Henrique Meirelles (MDB): As experiências como presidente da Fazenda do governo Lula vão basear um eventual governo dele, disse Henrique Meirelles. “Sirvo o país. Trabalhei com Lula e com Temer, sendo bem-sucedido em ambos os casos”, disse. “Vou basear minha campanha no que fiz”, complementou.
Lista tríplice para STF
Álvaro Dias (Podemos): O senador Álvaro Dias defendeu que a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) seja feita por meio de lista tríplice, seguindo critérios de meritocracia. Em crítica ao STF, Dias disse que as leis são “interpretadas ao sabor de conveniências e circunstâncias” pelos ministros.
Agenda pró-mercado
Jair Bolsonaro (PSL): Com um discurso pró-mercado, mas sem detalhes, Jair Bolsonaro defendeu uma agenda liberal com a ampliação do poder da iniciativa privada na economia, mas não conseguiu dar detalhes de nenhuma de suas propostas. Repetiu ideias como a de pôr militares em seu eventual Ministério.
Críticas à reforma
Ciro Gomes (PDT): Ao chamar de “selvageria” a reforma trabalhista, Ciro Gomes foi vaiado. Ele voltou a dizer que, se eleito, irá ouvir todos os setores antes de sugerir uma nova proposta para a área. “Precisamos substituir essa selvageria por uma verdadeira reforma trabalhista”, defendeu.
Defesa da Petrobras
Marina Silva (Rede): A ex-senadora Marina Silva afirmou que uma visão dogmática favorável ao mercado na Petrobras gerou prejuízos à sociedade e à estatal. Ao comentar a greve dos caminhoneiros, a presidenciável apontou erro da antiga direção da empresa ao repassar a alta no dólar ao consumidor.