A Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) pediram mais 60 dias para a conclusão de inquérito, aberto no ano passado, contra o senador Aécio Neves, investigado por um suposto recebimento de R$ 30 milhões da Odebrecht para influenciar o andamento dos projetos hidrelétricos do Rio Madeira: as usinas de Santo Antônio e Jirau.
Neste período, os órgãos pretendiam realizar coletas de depoimentos e provas pendentes, além de uma perícia no sistema de contabilidade paralela da empreiteira.
Ainda conforme as investigações, a Andrade Gutierrez teria dado mais R$ 20 milhões, o que totalizaria R$ 50 milhões em vantagens indevidas.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu, porém, que a investigação deve ser finalizada em 30 dias “para evitar dilações processuais indevidas”, segundo o G1.
“O direito ao processo penal sem procrastinação é da vítima, do réu e da sociedade. Pelo exposto, para evitar dilações processuais indevidas, defiro o prazo de trinta dias para a conclusão das investigações”, disse a presidente do STF, na decisão.
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