Faltando pouco mais de um mês para o início da 19ª temporada do "Big Brother Brasil", o blog acompanha com muito interesse as movimentações da sociedade e o impacto que o atual momento do país pode ter no programa.
Pesquisa recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que 23% dos jovens brasileiros não trabalha nem estuda –é a chamada "geração nem-nem".
Boa parte dos analistas lamenta que essa relevante fatia da sociedade encare de maneira tão desesperançosa o próprio futuro. Mas a falta de perspectiva dos jovens é uma boa notícia para o "BBB.
Muitos participantes buscam fama, sucesso e dinheiro às custas de aparições sazonais na televisão em vez de estudar ou trabalhar. Não é por acaso que a rapaziada mais marcante demonstra disposição para brigar e se divertir como senão houvesse amanhã, pois têm pouco a perder.
Não estou querendo dizer que todo ex-BBB teve sua fase de desocupado, longe disso. E nem só de jovens são formados os elencos do reality, claro.
Meu ponto é o seguinte: quanto mais parecidos os perfis pregressos dos participantes de uma temporada, melhor. O magnetismo pessoal, além das atitudes dentro da casa, se sobressaem em vez das bonitas histórias de superação. E se uma parcela crescente do grupo demográfico que costuma participar com mais frequência do programa está "nem-nem", saímos todos ganhando. Menos os pais dessa rapaziada, talvez. Mas não estou aqui para julgar.
A pesquisa também traça um horizonte alvissareiro para as torcidas que se formam a cada edição. Apenas com tempo de sobra é possível organizar grandes mutirões para eliminar desafetos ou forjar campeões extremamente populares.
Assim sendo, prevejo mais um ano com recordes de votos em paredões duplos e triplos. Além de brigas homéricas nos espaços para comentários dos grandes portais e, lógico, no Twitter e no Facebook.