Muita coisa fugiu ao planejamento do Bahia na tarde deste domingo (18), que acabou com o empate do tricolor em 1x1 contra a equipe do Goiás, na Fonte Nova. Gilberto saiu lesionado no aquecimento e precisou ser substituído por Fernandão às pressas. Não bastasse isso, logo aos 5 minutos do primeiro tempo Moisés foi expulso depois da arbitragem checar no vídeo uma entrada do lateral em cima de Jean Carlos, do Goiás.
Técnico do Bahia, Roger Machado precisou ter jogo de cintura para fazer as mudanças necessárias e tentar fazer o tricolor apresentar um bom futebol perante seu torcedor. O comandante avaliou como justa a expulsão precoce de Moisés, apesar de achar exagerado o critério de Raphael Claus.
Durante entrevista na Fonte Nova após o jogo, Roger elogiou a atuação de Fernandão, reconhecendo que a entrada do camisa 20 gera mudanças na forma do Bahia atacar por conta das características de cada centroavante: enquanto Gilberto é mais móvel, Fernandão é um jogador que se sente mais à vontade dentro da área, brigando por bolas aéreas ou fazendo o pivô para os jogadores que vêm de trás.
“Hoje (domingo), o Fernandão fez tudo que a gente espera. Fez pivô, esteve presente na área para finalizar, conseguiu segurar os zagueiros e se aproximou dos volantes para ter um bloco coeso. Muda sensivelmente, mas conseguimos adaptar bem”, avaliou Roger.
Machado também comentou sobre os desfalques que teve para o jogo contra o esmeraldino. Além de Gilberto, ele não contou com Nino Paraíba, vetado pelo departamento médico, tampouco com o volante Gregore, que cumpriu suspensão automática após ser expulso contra o Palmeiras. O treinador classificou como natural por conta do período do ano, quando o desgaste começa a bater de forma mais intensa.
“O ano está se encaminhando para a segunda metade e aí vão surgindo os problemas. Faz parte do jogo”, assimilou antes de valorizar a partida feita pelo Bahia, que ficou mais de 90 minutos com um jogador a menos dentro de campo.
“Aparentemente são dois pontos perdidos, mas esses pontos vão se transformar em seis, oito lá na frente. Isso aí tem reflexo positivo na questão do grupo, a confiança... A doação não precisa nem falar, foram gigantes em campo. A partida do Ronaldo foi de cartilha, o Flávio se doou, assim como Fernandão, Juninho, o Guerra, que não fez uma função que não é dele. Essa ousadia de colocar os jogadores na frente fomos premiados”, finalizou o treinador.
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