A defesa é o ponto de equilíbrio do Bahia no Brasileirão. Sólido defensivamente, o tricolor não sofreu gols em 14 dos 28 jogos que fez no Campeonato Brasileiro. Mas, nos últimos jogos, o que eram elogios viraram críticas.
Desde que o segundo turno começou, o Bahia foi vazado em 11 vezes em apenas nove jogos. Para se ter uma ideia, em todo o primeiro turno o tricolor sofreu apenas 16 gols em 19 partidas. A média de gols sofridos por jogo do Esquadrão pulou de 0,84 na primeira metade da Série A para 1,22 por partida nesta segunda parte.
No total, os números da defesa ainda são bons, com média de 0,96 gols sofridos por jogo no Brasileiro, mas o sinal de alerta está mais do que ligado no Fazendão.
“Temos que agora colocar a cabeça no lugar e recuperar as nossas forças, a nossa confiança de antes. Temos que voltar a desempenhar o melhor futebol que vínhamos apresentando. Voltar a ter a consistência defensiva que nos trouxe até aqui. A competitividade alta durante toda a partida. E a competência lá na frente. Ou seja, temos que voltar a ser o Bahia que encantou o Brasil”, analisou o goleiro Douglas, um dos destaques do Bahia na Série A.
Vacilos em casa
O momento de declínio defensivo do Bahia coincide justamente com o período de oscilação que o tricolor vem tendo no Brasileirão. Dos últimos 12 pontos que disputou em casa, o Esquadrão conquistou apenas um.
Além disso, o Bahia já igualou no segundo turno a quantidade de gols que sofreu em casa durante todo o primeiro turno: sete gols. Contra o Internacional, a equipe levou mais de três gols pela terceira vez nesta Série A. Antes disso, a defesa só havia tomado mais de dois tentos nas derrotas para o próprio Inter, por 3x1, no Beira-Rio, e para o Botafogo, por 3x2, no Engenhão, ambos no primeiro turno.
“Uma defesa que vinha sem sofrer gols e acaba... Foi justamente contra o Inter o outro momento que tomamos três gols. Nosso time não costuma sofrer gols, tanto que tivemos 14 jogos sem ser vazados. A gente não pode esconder a má atuação. Muitos erros individuais. Trabalhar para corrigir, mas não tirar nossa confiança que é o que vai fazer a diferença. Não podemos dar um passo atrás nem jogar a desconfiança do estádio contra a gente, como foi no começo quando cheguei”, analisou Roger, mantendo a confiança de que o time pode buscar os objetivos estabelecidos.
“O campeonato ainda está muito aberto para a gente. Esse bloco de seis jogos está se mostrando muito ou tão difícil quanto foi no primeiro turno. Nesse bloco fizemos seis pontos. Agora temos quatro jogos e uma vitória só nesse bloco. Isso a gente tem que avaliar. Não podemos tirar a motivação desse grupo de jogadores que estão no seu limite. Limite da capacidade, da treinabilidade. O que vai fazer a diferença é ter a cabeça boa para jogar”, continuou o treinador.
Quinta, às 19h15, o Bahia tem um novo desafio quando visita o Santos, na Vila Belmiro. O tricolor terá o retorno do atacante Élber.
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