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Mata de São João Litoral Matense

Órgão comprova ausência de derivados de petróleo nas praias de Mata

As atividades turísticas e de pesca na Praia do Forte, em Imbassaí, na Praia do Santo Antônio e no Sauípe ocorrem normalmente.

12/11/2019 11h14 Atualizada há 8 meses
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Por: Redação Fonte: Ascom/PMSJ
Órgão comprova ausência de derivados de petróleo nas praias de Mata

O boletim divulgado na última sexta-feira (8) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) comprova definitivamente que as praias do Litoral de Mata de São João, atingidas com óleo há cerca de um mês, não sofreram nenhum tipo de dano. As atividades turísticas e de pesca na Praia do Forte, em Imbassaí, na Praia do Santo Antônio e no Sauípe ocorrem normalmente. 

O trade turístico do Litoral matense espera um dos maiores contingentes de visitantes dos últimos anos para este Verão. Há cerca de um mês as praias de município não recebem mais placas do óleo, provenientes do acidente ambiental que atingiu toda a costa do Nordeste brasileiro.

 Apenas pequenas pelotas aparecem eventualmente, em pontos isolados, mas rapidamente são retirados pela Prefeitura ou por funcionários de hotéis e condomínios. As pelotas não representam a chegada de novo material. São resíduos minúsculos, levados e trazidos pelas marés.

 Análise do Inema - De acordo com o órgão estadual, em nenhuma praia do Litoral Norte baiano e de Salvador foram encontradas presenças de hidrocarboneto, policíclico e aromático e (HPA) e Benzeno, Tolueno ou Etilbenzeno e xileno (BTEX), substâncias derivadas do petróleo.

 “Desde o começo de outubro o órgão segue fazendo a coleta e análise das praias atingidas pelas manchas de óleo, ainda de origem e quantidade desconhecida”, diz nota publicada no site do Inema. Ainda de acordo com a nota, as amostras da água foram analisadas no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Bahia (CEPED), laboratório responsável pelos resultados.

Mobilização - Mata de São João deu um grande exemplo de mobilização de setores sociais para o Brasil, no enfrentamento do maior acidente ambiental do litoral do país.  Prefeitura, iniciativa privada, ONGs e comunidades do município se uniram para limpar e monitorar as praias. As ações garantiram que a quase totalidade das mais de 50 toneladas de óleo, que atingiram algumas praias, fossem rapidamente retiradas e não voltassem para o mar.

Destinação segura para os resíduos - O município foi também o primeiro da Bahia a dar uma destinação segura para os resíduos retirados das praias. Desde o dia 18 de outubro que os dejetos começaram a ser transportada para armazenamento em galpão apropriado. Uma empresa de destinação e tratamento de resíduos, na região Metropolitana de Salvador, ofereceu o transporte e o armazenamento do material, até que o Governo do Estado decida o destino final.

Peixes não foram contaminados - Entre os dias 15 e 31 de outubro, pesquisadores do Projeto Tamar da Praia do Forte, analisaram os estômagos de 61 peixes de 18 espécies. Em nenhum indivíduo, capturados por mergulhadores do Projeto e por pescadores, foram encontrados vestígio de resíduos de petróleo ou qualquer outra substância estranha.

O resultado das análises fortaleceu que tanto a vida marinha, quanto as atividades de lazer e esportivas nas praias de Mata de São João, ocorrem na sua mais absoluta normalidade. As amostras foram feitas com animais de diferentes níveis tróficos. Dos mais baixos, como sardinha, aos mais altos, como tubarões.

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