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Mata de São João sediou VI Encontro Internacional Pan Africano

O evento, que aconteceu em alusão ao Dia da Consciência Negra, contou com a participação dos membros da Associação França-Bahia e sociedade civil.

22/11/2019 12h14
Por: Redação Fonte: Ascom/PMSJ
Mata de São João sediou VI Encontro Internacional Pan Africano

Na manhã desta quinta-feira (21), Mata de São João sediou o VI Encontro Internacional Pan Africano, na Casa da Cultura. O evento, que aconteceu em alusão ao Dia da Consciência Negra, contou com a participação dos membros da Associação França-Bahia e sociedade civil.

O encontro foi iniciado com uma bela apresentação musical do grupo de capoeira Zambiacongo, que ao comando do professor Júnior Sabadão, apresentou uma introdução do Hino Nacional da África ao som do berimbau.

Com o auditório repleto de pessoas, o secretário de Cultura e Turismo Ricardo matense, declarou estar orgulhoso por ver a casa repleta de jovens, que para ele, são o público-alvo do evento. O gestor de Cultura do município ainda reforça que a pauta da representatividade negra precisa ser debatida durante todo o ano.

“Para nós é uma honra sediar este evento maravilhoso. Discutir a consciência negra é o nosso papel, população negra, descendentes de quem construiu as riquezas do nosso país ao longo dos anos.” Completa o secretário, “Essa pauta é voltada especialmente para nós, negros, que estamos lotando este auditório”, disse Ricardo.

A presidente da Associação França-Bahia, natural de Praia do Forte, Maria Jurema, disse estar feliz por falar para diversos jovens negros. A presidente da associação reside na França, promovendo a cultura brasileira com foco na diversidade étnica.

Como figura representativa da educação, a diretora do Colégio Estadual Alaor Coutinho, Maria do Socorro, palestrou para os alunos que a aplaudiram euforicamente quando a diretora falou sobre reparação por parte da população que não é negra.

“Foram mais de 300 anos de escravidão, e todos os dias somos alvo de riso, perseguição, balas, somos o povo que mais é morto no Brasil e a nossa história é contada por quem nos escravizou. Precisamos mudar isso ao longo dos anos”, pontua Socorro.

Ao final das apresentações de maculelê e capoeira do grupo Zambiacongo, todas as pessoas que participaram do evento foram recepcionadas com um almoço no foyer da Casa da Cultura. Na sexta-feira (22), o último dia do VI Encontro Pan Africano acontece no Centro de Convenções da Praia do Forte, a partir das 8h.

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