A tragédia da Farmácia Pague Menos, em Camaçari, que vitimou 10 pessoas entre elas funcionários e clientes, completou três anos neste sábado (23). Entre as vítimas fatais, estavam as duas matenses, Rosiane dos Santos, 35 anos, e Denilda de Jesus Puridade, 36 anos.
Em entrevista ao Mais Região, Léo Estrela, parente das matenses afirmou que a família aguardam até hoje por julgamento. Roseane trabalhava como agente de Saúde da Família e Denilda era recepcionista no Hospital Municipal de Mata de São João.
Denilda de Jesus Puridade e Rosiane dos Santos - Foto: Reprodução
Em nota enviada pela assessoria da Pague Menos, a empresa informou que tem dando assistência as famílias das vítimas, por meio do custeio de consultas, medicamentos além de auxilio da logísticas para realização de exames.
“A Companhia vem cumprindo uma agenda permanente de apoio aos funcionários, clientes e suas famílias, por meio de assistência médica, psicológica e material. Continua custeando consultas, exames, medicamentos, vacinas, fisioterapias, atividades físicas e materiais de apoio ao tratamento. Além disso, a empresa disponibiliza transporte, cuidadores e outros meios de isenção de custos.
Todos os procedimentos administrativos e judiciais foram e estão sendo acompanhados de perto. Até o momento, 25% das ações indenizatórias já foram pagas e concluídas, mediante acordo entre as partes.
A Companhia reitera a imprevisibilidade do acidente e a convicção na total isenção de responsabilidade dos seus funcionários.”
Processo
No dia 10 de setembro, oito réus do processo criminal foram ouvidos na última audiência do caso no Fórum Criminal de Camaçari. A gerente da farmácia e três funcionários que trabalhavam na reforma da loja foram responsabilizados.
O diretor e o gerente regional da Pague Menos e os donos das empresas de manutenção Chianca, que fazia reforma no telhado, e AR Empreendimentos, que fazia reparos no sistema de ar-condicionado, também foram indiciados. A polícia concluiu que eles desrespeitaram regras indispensáveis para a segurança dos clientes e funcionários.
No dia da explosão, funcionários da Chianca faziam reformas no telhado da farmácia e outros, da AR Empreendimentos, trabalhavam na manutenção do sistema de gás e ar-condicionado do estabelecimento. Os peritos concluíram que, primeiro, houve uma explosão provocada por um vazamento de gás, seguida de um incêndio e, depois, do desabamento do telhado.
Os indiciados são: Josué Ubiranilson Alves, diretor da empresa Pague Menos; Augusto Alves Pereira, gerente regional da Pague Menos; Maria Rita Santos Sampaio, gerente da farmácia incendiada; Erick Bezerra Chianca, sócio da empresa de manutenção Chianca; Rafael Fabrício Nascimento de Almeida, sócio da empresa de manutenção AR Empreendimentos; e Luciano Santos Silva, técnico em refrigeração pela AR Empreendimentos.
Esses seis respondem por homicídio por dolo eventual e tentativas, ou seja, não tinham a intenção de matar, mas assumiram os riscos. Dois funcionários da Chianca - Fernando Vieira de Farias e Edilson Soares de Souza - foram indiciados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A polícia acusou os dois de terem sido negligentes durante o serviço. A pena por cada homicídio doloso varia de 6 e 12 anos de prisão. Foram dez vítimas.
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