A parceria entre Vitória e Fonte Nova, anunciada em setembro último, sequer terá um início: ficou apenas nos testes. Em meio ao planejamento para a temporada 2020, o rubro-negro definiu que não exercerá o direito de iniciar um contrato definitivo com a arena a partir do ano que vem.
Além disso, o Leão negocia uma rescisão amigável do primeiro contrato, que previa jogos pontuais na Fonte Nova ao longo de 2019, em caráter de testes antes da parceria definitiva. Deste contrato, o Vitória disputou apenas três jogos dos sete que havia acertado com a arena.
Segundo apurou o CORREIO, o distrato desse contrato piloto deve acontecer sem problemas, apesar da não realização dos quatro jogos restantes. O único empecilho seria uma dívida do Vitória com a Fonte Nova por conta do prejuízo acumulado nos três jogos realizados lá.
O primeiro jogo do rubro-negro na arena foi em 14 de setembro, uma derrota por 1x0 para o Guarani pela 22ª rodada. Na sequência o Leão teve dois empates no estádio: 0x0 com o Atlético-GO e 2x2 com o Sport.
ENTENDA O CASO
Como explicou o CORREIO em outubro, o contrato definitivo entre Vitória e Fonte Nova, que teria duração até dezembro de 2022, entraria em vigor somente em janeiro de 2020. As partes teriam a opção de ativar ou não o contrato e de adiar o seu início - para o começo da Série B, por exemplo.
O acordo foi anunciado no último dia 9 de setembro. Para dar conta das nove partidas que o Leão ainda teria como mandante na Série B até o final de 2019, foi acertado um contrato piloto, cujo resultado financeiro seria apurado jogo a jogo.
Esse contrato, portanto, seria uma espécie de teste antes do vínculo em definitivo. Vitória e Fonte Nova negociaram um pacote de sete jogos porque a arena estaria ocupada em duas das nove partidas restantes - contra o Londrina, pela 30ª rodada, e contra o Coritiba, pela última rodada.
Esses detalhes contratuais não foram divulgados por Vitória e Fonte Nova à época do anúncio do acordo, em 9 de setembro. As partes disseram somente que o vínculo seria de três anos e três meses, até dezembro de 2022.
Apenas a estreia na arena, contra o Guarani, deu lucro. Foram 17.531 pagantes - maior público rubro-negro em 2019 - e renda líquida de quase R$ 250 mil. Contra Atlético-GO e Sport, porém, prejuízos de R$ 81 mil e de R$ 76 mil, respectivamente.
Sem o retorno de público esperado, o Vitória anunciou no dia 23 de outubro que não mandaria mais jogos na Fonte Nova até o final da Série B. O clube não se pronunciou na época se voltaria à Fonte Nova em janeiro para ativação do contrato definitivo.
Em entrevista ao CORREIO no final de novembro, Paulo Carneiro disse que trataria do assunto com a arena: "Vamos ter uma conversa com a Fonte Nova. Nós não podemos externar nada de importante, porque temos compromisso firmado com eles. Estou marcando uma reunião próxima para conversar. Inicialmente estamos trabalhando com o Barradão, nossa casa".
A Fonte Nova jamais comentou oficialmente sobre o assunto desde o início das negociações com o Vitória. A arena diz que não comenta detalhes contratuais com a imprensa.
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