O jogo desta terça-feira (11) é fundamental para as aspirações do Vitória. Dá para tratar como um duelo de R$ 1 milhão: o avanço à 2ª fase da Copa do Brasil renderá mais R$ 650 mil ao clube. Somados aos R$ 540 mil desta primeira fase, dá R$ 1,19 milhão no total.
Um confronto dessa importância será disputado em jogo único, fora de casa, no Maranhão. Às 21h30, no Estádio Frei Epifânio, o Vitória enfrentará o Imperatriz na cidade de mesmo nome. Para avançar de fase, o rubro-negro só não pode perder.
Uma boa campanha pode significar uma mudança de patamar para o Vitória rumo ao seu principal objetivo em 2020, o retorno à Série A. Se repetir 2018, quando – mesmo numa temporada tecnicamente fraca, quando acabou rebaixado – chegou às oitavas de final, o Leão arrecadará R$ 7,29 milhões.
O valor parece pouco para o universo do futebol, em que geralmente as folhas salariais são milionárias. Porém, essa soma é maior do que toda a cota pela disputa da Série B, cerca de R$ 6 milhões.
As cotas milionárias da Copa do Brasil fizeram falta na campanha da Série B do ano passado, quando o Leão acabou eliminado na 1ª fase. Foi derrotado pelo Moto Club por 2x0, em São Luís.
O rubro-negro já tem R$ 540 mil garantidos pela disputa desta primeira fase. A segunda fase vale mais R$ 650 mil; a terceira fase paga R$ 1,5 milhão; a quarta fase, R$ 2 milhões; e as oitavas de final, R$ 2,6 milhões.
Em 2020, o Vitória e sua torcida esperam que as coincidências com 2019 fiquem apenas em relação ao estado de origem do adversário. O Imperatriz, assim como o Moto Club, é maranhense. Mas as diferenças entre a equipe da capital e a do interior são grandes.
O Moto Club era, no ano passado, um clube de Série D e não conseguiu ir longe no Brasileiro, caindo na segunda fase. O Imperatriz é um time de Série C, que em 2019 foi eliminado pelo Juventude nas quartas de final, a um jogo do acesso inédito.
Não se trata, portanto, de um confronto fácil. E o técnico Geninho comentou isso logo após vencer o Ba-Vi no sábado por 2x0: “Acho que vai ser um jogo dificílimo. Tenho acompanhado bastante o Imperatriz, e o que posso dizer é que a base desse time (do Ba-Vi) deve ir para lá”.
CANSAÇO E DESFALQUES
O Vitória praticamente não descansou após vencer o Ba-Vi. O clássico na Fonte Nova acabou às 20h. Às 8h de domingo o time já estava treinando na Toca do Leão. E às 20h do mesmo dia embarcou para Imperatriz. A equipe só desembarcou na cidade maranhense na madrugada de segunda-feira, às 3h, após uma conexão no Recife e uma escala em São Luís. Por causa dessa correria, não treinou depois do Ba-Vi. A única atividade foi um rápido trabalho físico na tarde de segunda.
O técnico Geninho segue com desfalques. O atacante Alisson Farias, que seria titular no Ba-Vi mas lesionou uma panturrilha, continua vetado. O zagueiro Gabriel Furtado e o atacante Felipe Garcia também não se recuperaram a tempo de lesão. Além deles, o atacante Ruan Levine tem uma lesão muscular.
O time será o mesmo que enfrentou o Bahia: Ronaldo; Van, João Victor, Maurício Ramos e Thiago Carleto; Guilherme Rend, Gerson Magrão e Fernando Neto; Vico, Júnior Viçosa e Léo Ceará.
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