O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prorrogou por mais cinco dias a prisão do Pastor Everaldo, presidente do PSC. Ele é apontado pela Procuradoria-Geral da República como um dos líderes dos três grupos instalados no governo fluminense para desvio de recursos e contratações irregulares. Influente na política local, o pastor foi preso na última sexta-feira (28) no âmbito da mesma operação que afastou Wilson Witzel do Palácio Guanabara.
Everaldo foi o único dos 11 alvos de prisão temporária a ter a medida prorrogada, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em nota, ele disse desconhecer os motivos da ampliação do tempo na cadeia, porque não teve acesso à decisão. "Ele reitera que sua prisão é desnecessária, uma vez que sempre esteve à disposição de todas as autoridades. Pastor Everaldo reafirma sua confiança na Justiça e sua fé em Deus", afirmou a assessoria do ex-candidato à Presidência da República.
O PSC, por sua vez, disse que considera desnecessária a manutenção da prisão, já que o pastor estaria se colocando à disposição da Justiça. "O PSC reitera sua confiança na Justiça, entretanto a criminalização dos políticos enfraquece a democracia", aponta o partido.
O STJ decide nesta quarta-feira, 2, em Plenário, se mantém o afastamento de Witzel, que foi uma decisão monocrática de Benedito Gonçalves. A tendência é de que mantenha. Paralelamente, a defesa do governador entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para questionar a medida. Esse pedido está nas mãos do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.
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