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Mata de São João Investigação

Delegado afirma que vereador desconhece trabalho investigativo da Polícia Civil em Mata de São João

O delegado afirmou que já tem informações e indícios sobre um autor do homicídio.

01/06/2022 10h51 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Programa É do Povo
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O delegado titular da 36ª Delegacia de Mata de São João, Euvaldo Costa atribuiu, a fala do vereador professor Adelino (PT), sobre o trabalho de investigação da Polícia Civil, a falta de conhecimento e interesse do edil. Na ordinária desta terça-feira (31), na Câmara Matense, o vereador professor Adelino (PT) fez duras críticas a Polícia Civil de Mata de São João, inclusive descredibilizando o trabalho do Setor de Investigação.

Segundo o delegado, a Polícia Civil tem trabalhado arduamente para esclarecer e elucidar os crimes na cidade. “O vereador não tem conhecimento do trabalho da Polícia Civil, ou quis falar o que falou por estar magoado e ressentido, porque perdeu um parente. Essa parte vamos considerar e dizer que lamentamos as mortes, inclusive a do parente do vereador, mas não é só o parente do vereador que morreu, são muitos casos de morte e precisamos buscar de onde está vindo essa criminalidade toda. O vereador está desinformado e precisa andar com a Polícia Civil, nos acompanhe para sentir como o trabalho é árduo e a baixa ferramenta dificulta tudo”, afirma.

Sobre as investigações no caso do homicídio do jovem Alan Cleiton, 22 anos - sobrinho do vereador, o delegado afirmou que já tem informações e indícios sobre o crime. “Nós não podemos falar, estou antecipando o que pode eventualmente prejudicar as investigações, mas já temos indícios de um autor, e não foi uma só pessoa apontada como autor do crime. Já existe uma pessoa apontada como autor. As investigações da Polícia Civil iniciam logo após o fato. A PM faz a preservação do local do crime e a Polícia Civil faz a ocorrência e aciona todos os mecanismos de investigação”, destaca.

Euvaldo também explicou o porquê da família da vítima não foi ouvida. “A nossa equipe já está trabalhando no caso. E o fato da família que ainda não foi ouvida é porque o crime é recente e a equipe é muito limitada e não podemos atender todos ao mesmo tempo”, justifica.

Polêmica

Durante participação, Euvaldo lembrou que no período de eleição a polícia civil enfrentou muita dificuldade, pois muitos políticos estariam misturando o movimento eleitoral com a criminalidade. “Eu não sei se é do mesmo grupo político do vereador, mas aqui nós tínhamos uma corrente política que fazia campanha, em que oferecia advogados aos criminosos da cidade. As vezes, nossa equipe chegava no local para intimar, investigando sobre homicídio e tráfico, antes mesmo do policial retornar, o advogado estava presente na delegacia. Nas investigações, nós não sentimos interesse desse grupo político em contribuir com a polícia não”, dispara.

Euvaldo ainda citou outro problema que teve no meio político da cidade. “Tivemos outro problema com um vereador na cidade que cedia um espaço de festa para um dos maiores homicidas da região e a polícia teve dificuldade e muita cautela para que a Casa do Povo não fosse atingida com essa informação negativa”, frisa.

 

Assista a entrevista na íntegra:

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