Varejistas brasileiras estão acusando as marketplaces asiáticas como a Shopee, Shein e AliExpress de venderem produtos com riscos à saúde humana. Nas plataformas de origem asiática é possível encontrar oferta de produtos cuja eficácia não foi comprovada e não foram regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Entre os produtos que estão sendo comercializados está álcool 92,8º, cujo uso é restrito a ambiente hospitalar; formol puro 37% (venda ao público é proibida desde 2009; kit para escova progressiva com formol (considerado uma infração sanitária), clareadores dentais (que dependem de receita médica para serem vendidos).
Também é possível visualizar produtos como garrafada para engravidar, remédio anti-alcoolismo, spray para parar de fumar, remédio para câncer de bexiga, pomada anticâncer de mama, creme de reparação de vitiligo, gel contraceptivo, garrafada para inflamações nas trompas, ovários e na vesícula e anel regulador de açúcar no sangue.
Os dados fazem parte perícia técnica encomendada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) ao Instituto Brasileiro de Peritos (IBP/IBPTech), nas plataformas Shopee, Shein e AliExpress, e foi publicada pela Folha de São Paulo.
O objetivo é averiguar o quanto as asiáticas estão oferecendo produtos em conformidade com a legislação brasileira, respeitando as normas da Anvisa, do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
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