Mesmo com a derrota de Flávio Matos (União) para Luiz Caetano (PT), no último domingo (27/10), em Camaçari, a Região Metropolitana de Salvador saiu destas eleições com mais cidades apoiadas por ACM Neto (União) que pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Das 13 cidades que compõem a RMS, o grupo de oposição ao governo do estado, liderado por Neto, venceu em nove, incluindo a capital, com o reeleito Bruno Reis (União).
O arco de alianças de Jerônimo, por sua vez, saiu vitorioso em três. A mais importante delas foi justamente Camaçari, município que detém o segundo maior PIB da Bahia. Além disto, a cidade foi um contrapeso para a perda de Lauro de Freitas. A atual prefeita Moema Gramacho (PT) não conseguiu emplacar o sucessor Antônio Rosalvo (PT), derrotado por Débora Régis (União).
Em São Sebastião do Passé, Nilza da Mata (PSD), apesar de ser do partido do senador Otto Alencar (PSD), aliado de Jerônimo, não obteve apoio formal do governador, que emplacou a candidatura de Ângelo Santana (PT). O União Brasil também não apoiou ela.
1. Salvador: Bruno Reis (União)
2. Camaçari: Luiz Caetano (PT)
3. Lauro de Freitas: Débora Régis (União)
4. Simões Filho: Dal (União)
5. Candeias: Eriton Ramos (PP)
6. Dias d’Ávila: Alberto Castro (PSDB)
7. Madre de Deus: Dailton Filho (PSB)
8. São Francisco do Conde: Calmon (PP)
9. Pojuca: Luizinho Trinchão (PSD)
10. Mata de São João: Bira da Barraca (União)
11. Vera Cruz: Igor (MDB)
12. Itaparica: Zezinho (PSD)
13. São Sebastião do Passé: Nilza da Mata (PSD)
O último ato da eleição na Bahia trouxe uma das disputas mais acirradas no país. Caetano venceu com 80.626 votos (50,92%) e voltou à prefeitura após oito anos. Nos últimos quatro anos, a cidade foi administrada por Antônio Elinaldo (União), apoiado por ACM Neto, e que deve sair como candidato a deputado estadual em 2026.
Flávio, por sua vez, foi presidente da Câmara Municipal até se lançar a prefeito. Ele obteve 77.724 votos (49,08%). Foram 2.902 votos de diferença para o petista.
A cidade, que teve segundo turno pela primeira vez na história, é fundamental para a economia baiana. Possui o segundo maior PIB da Bahia e é sede do Polo Petroquímico, onde estão situadas algumas das maiores fábricas do estado. Em 2025, a proposta é que a BYD seja instalada no pátio da antiga Ford.
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