Os impostos em materiais escolares chegaram a 52% do valor do produto, segundo levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base nos dados do Impostômetro.
Segundo de acordo com a análise do economista Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV/ACSP), encarece não apenas os produtos, mas toda a cadeia educacional.
No ranking de itens escolares com maior incidência de tributação, a caneta lidera a lista. O contribuinte paga o equivalente a 51,7% em impostos. A lista segue com calculadora (43,43%), régua (43,91%), tesoura (41,47%) e caderno (34,58%) entre os materiais com alto índice de tributos.
Confira lista completa

Comparando com o ano anterior, a caneta permaneceu como o item com maior tributação (51,7%). Apesar da alta carga tributária dos materiais escolares, na média, houve uma leve redução das taxas de impostos, basicamente devido a algumas desonerações.
Mais caros
Segundo dados da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), os preços dos itens da lista apresentaram um aumento médio de 7% em comparação a 2024.
A economista e professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Nadja Heiderich, explica que esse aumento é atribuído a diversos fatores, incluindo a inflação, a elevação dos custos de matérias-primas e a valorização do dólar. A inflação anual no Brasil fechou 2024 em 4,83%, ligeiramente acima do limite superior da meta estabelecida pelo Banco Central.
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