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Carretas carregadas de combustível de empresas são alvos da megaoperação contra o PCC

A operação, que teve início na quinta-feira (28), visa desarticular uma rede de empresas e transportadoras utilizadas pelo grupo

29/08/2025 15h25 Atualizada há 10 meses atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Reprodução/ Vídeo
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Na manhã desta sexta-feira (29), duas carretas carregadas de combustível foram encontradas abandonadas em um posto de combustíveis em Camaçari, na Bahia. As unidades pertencem às empresas G8LOG e Moska Log, que estão entre os principais alvos da megaoperação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo contra o crime organizado, com foco no Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com as informações, as carretas estavam estacionadas em um posto de combustíveis localizado na região metropolitana de Salvador. A Polícia Civil da Bahia, em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo, iniciou investigações para apurar as circunstâncias do abandono e a possível relação com as atividades criminosas do PCC.

A operação, que teve início na quinta-feira (28), visa desarticular uma rede de empresas e transportadoras utilizadas pelo PCC para movimentar recursos ilícitos e abastecer a logística do crime organizado. Além das apreensões de veículos, a ação resultou na prisão de diversos envolvidos, incluindo empresários e operadores logísticos.

De todos os conjuntos, 13 pertencem à G8Log, empresa de fachada usada para “ocultar e blindar a frota de veículos e para a lavagem de capitais”, segundo a investigação realizada pela Polícia Federal (PF), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Receita Federal.

A descoberta das carretas abandonadas em Camaçari reforça a hipótese de que o PCC utiliza empresas de fachada para ocultar suas atividades ilícitas e dificultar o rastreamento de suas operações. A Polícia Civil da Bahia solicitou apoio da Polícia Civil de São Paulo para aprofundar as investigações e identificar os responsáveis pelo abandono das carretas e sua conexão com o esquema criminoso.

As autoridades continuam a monitorar a situação e reforçam o compromisso em combater organizações criminosas que atuam no estado, buscando garantir a segurança da população e a integridade das operações logísticas.

A operação segue em andamento, e novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.

Entenda esquema do PCC envolvendo combustíveis e fintechs

Segundo o portal Metrópoles, a G8Log pertence a Mohamad Hussein Mourad, apontado como “epicentro” das operações fraudulentas com combustíveis. Ele também é o verdadeiro dono da formuladora Copape e da distribuidora Aster, junto de Roberto Augusto Leme da Silva, indicado como outro “cabeça” do esquema.

  • A investigação, que resultou na megaoperação deflagrada na manhã desta quinta em oito estados brasileiros, aponta um complexo esquema de fraude em postos de combustíveis e fintechs.
  • A estrutura criminosa tinha núcleos comandados pelo PCC.
  • A fraude começava na importação irregular de metanol, que chega ao país pelo Porto de Paranaguá, no Paraná.
  • O produto, que era para ser entregue para empresas de química e biodiesel indicados nas notas fiscais, era desviado para postos de combustíveis.
  • Nos postos de combustíveis, o metanol era adicionado à gasolina e vendido ao consumidor final.
  • Segundo as autoridades, a fraude era tanto quantitativa, porque o consumidor recebia menos combustível do que pagava, quanto qualitativa, uma vez que o metanol está fora das especificações técnicas exigidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
  • Os lucros obtidos no esquema de fraude era realocado em uma complexa rede de “laranjas”, principalmente em shell companies, fundos de investimento e instituições de pagamento.
  • As transações financeiras eram feitas por meio de fintechs controladas pelo PCC.
  • Segundo a investigação, as fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.
  • Segundo a Receita Federal, cerca de mil postos de combustíveis vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
  • Parte deste dinheiro foi usado pela facção para comprar usinas, distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.
  • De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, os donos de postos de gasolina venderam seus estabelecimentos para integrantes do PCC.
  • Alguns deles não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte caso fizessem qualquer tipo de cobrança.
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