O espetáculo ARVORÉ estreia em Camaçari neste mês de setembro, propondo um encontro delicado entre arte, vida, loucura e natureza. Com sessões gratuitas na sede e na orla do município, a obra convida o público a uma experiência sensível e poética sobre o feminino, o desequilíbrio psíquico e o mundo em colapso.
Criado e interpretado pela atriz Rebeca Oliveira, ARVORÉ é um monólogo autoral que nasce de vivências pessoais, histórias ancestrais e memórias femininas. Em cena, a personagem – mulher, artista, árvore – entrelaça as fragilidades humanas às feridas do planeta, questionando o que é considerado “normal” e ressignificando a loucura como força criativa, crítica e transformadora.
A temporada será aberta no dia 20 de setembro (sábado), às 19h, no Teatro Cidade do Saber. No dia 21 (domingo), às 17h, a apresentação acontece no Cineteatro da Pracinha da Cultura, no bairro do Phoc III. Ambas as sessões contarão com acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Na sequência, a peça chega à orla. No dia 25 de setembro (quinta-feira), às 15h, a apresentação será no Colégio Estadual de Tempo Integral de Vila de Abrantes. Já no dia 26 (sexta-feira), também às 15h, o espetáculo encerra a temporada no Centro Cultural Barra do Pojuca.
O título ARVORÉ nasce da imagem simbólica da árvore invertida e funciona como um neologismo poético que evoca contradição, deslocamento e resistência. A narrativa costura metáforas e memórias em um fluxo que atravessa corpo, palavra e imagem, trazendo reflexões sobre: a loucura como potência artística e subversiva; o feminino como território de memória, cuidado e reinvenção; a crise ambiental como espelho das rupturas internas do ser; a arte como meio de reorganização subjetiva e social.
Entre sombras e folhas, a personagem convida à escuta – não de respostas, mas de perguntas que dançam com a transitoriedade, o silêncio e o desejo de existir, mesmo em tempos de declínio.
Além das apresentações, o projeto inclui mediações culturais voltadas à participação de instituições locais, como escolas públicas e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), ampliando o acesso à arte e promovendo o diálogo entre cultura, saúde mental e educação.
Após cada sessão, o público será convidado a participar de um bate-papo com a artista, ampliando os sentidos da experiência e fortalecendo os vínculos entre arte, cuidado e comunidade. A classificação indicativa é de 12 anos.
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