Quarta, 01 de Julho de 2026 20:55
(71) 99663.6360
Camaçari Camaçari

Operação prende oito pessoas por esquema de grilagem de terras

Mandados também foram cumpridos em Candeias e Salvador; entre os presos, empresários e policiais

04/09/2025 10h21
Por: Anderson Almeida Fonte: Ascom / SSP-BA
Jeferson Silva / SSP-BA
Jeferson Silva / SSP-BA

Oito pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (4) durante a ‘Operação Grilagem S.A.’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) em Camaçari, Salvador e Candeias. Os investigados são suspeitos de integrar uma rede criminosa especializada na apropriação indevida de terras urbanas e rurais, prática conhecida como grilagem, além de outros crimes, como corrupção ativa e passiva. Também foram cumpridos onze mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão quatro policiais, que, segundo as investigações, usavam suas funções para facilitar as ações do grupo criminoso. Dois empresários também foram alvos da operação, sendo que um deles foi preso em flagrante. A ação representa a terceira fase da ‘Operação Crickets’ e contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) da SSP, e das Corregedorias das Polícias Militar e Civil.

De acordo com o Gaeco, a organização criminosa operava de forma estruturada, dividindo suas atividades em cinco etapas: identificação e invasão de terrenos, afugentamento de opositores, construção irregular, falsificação de documentos para regularização da posse e venda de imóveis a terceiros de boa-fé. O grupo recorria a violência e ameaças, contando com a participação de agentes de segurança pública para manter o controle das áreas invadidas.

Denúncia e investigações

A ‘Operação Grilagem S.A.’ é um desdobramento das investigações iniciadas com a ‘Operação Crickets’, deflagrada em março de 2022. As apurações do MPBA resultaram em denúncia criminal já recebida pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Segundo o órgão, agentes de segurança e servidores públicos teriam participado da regularização fraudulenta de terras, manipulando processos administrativos para garantir a impunidade do grupo criminoso. A ação penal corre sob segredo de Justiça.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Sobre o município