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Promotor de Justiça que está à frente do caso de Sara Freitas, morta em 2022, fala sobre adiamento do júri

Audo Rodrigues critica abandono da defesa, destaca força das provas e afirma que ato representa desrespeito ao Judiciário e à população

25/11/2025 14h26
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Anderson de Almeida / Mais Região
Anderson de Almeida / Mais Região

O promotor de Justiça Audo Rodrigues, responsável pela acusação no caso da morte da cantora gospel Sara Freitas, assassinada em 2022, comentou o adiamento do julgamento dos três acusados após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (25). A sessão, que ocorreria no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, foi interrompida depois que os advogados alegaram falta de condições estruturais e de segurança, pedindo a transferência do júri para Salvador.

Audo Rodrigues classificou a atitude como um ato grave e inaceitável. Para ele, o abandono revela falta de preparo argumentativo da defesa: “Me parece que falta argumentação em plenário para se discutir e trazer essas provas de que não existiriam e que eles não seriam os autores desse fato e o resultado foi isso aí, um completo ato de deselegância, desrespeito e deslealdade processual”. O promotor também afirmou que o episódio representa um desrespeito ao Judiciário, à população de Dias d’Ávila e até aos próprios réus, que permanecerão presos por mais tempo devido ao adiamento.

Durante suas declarações, Audo Rodrigues enfatizou a robustez do conjunto probatório construído ao longo da investigação. “A estratégia nada mais é do que demonstrar aos jurados o grande êxito que se teve numa apuração muito bem conduzida pela Polícia Civil, com uma confirmação em juízo de todas as provas”, afirmou. Ele destacou que o Ministério Público está preparado para apresentar um acervo sólido, incluindo 17 testemunhas arroladas — cinco pela acusação e doze pelas defesas — e buscar a aplicação das penas máximas cabíveis: “A gente vai lutar e vai buscar justamente para mostrar à sociedade, para mostrar ao corpo de jurados essa necessidade de se fazer justiça”.

O promotor também rebateu a justificativa da defesa sobre falta de segurança no local do julgamento: “Está sendo colocado em ata toda a segurança que foi disponibilizada aqui pela Polícia Militar, todo o fórum aguarnecido de policiais, isso faz com que tenha a completa segurança do local onde seria realizado esse julgamento”. Ele lembrou ainda que a data e o local do júri eram conhecidos há muito tempo, o que torna o abandono ainda mais injustificável.

Para Rodrigues, o episódio terá repercussão nacional, assim como o crime. “Isso vai ecoar nos quatro cantos como esse crime ecoou também nos quatro cantos do Brasil”, concluiu.

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