O júri popular dos acusados pela morte da cantora gospel Sara Mariano, assassinada em 24 de outubro de 2023, foi encerrado na noite de quarta-feira (25), no Fórum Desembargador Gérson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, com a condenação de Ederlan Santos Mariano, marido da vítima, Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa, em regime fechado, mais de dois anos após o crime.
O julgamento teve início na terça-feira (24) e durou cerca de 35 horas, sendo conduzido por sete jurados que responderam a 42 quesitos formulados pelo juiz, responsável pela fixação das penas conforme o Código Penal.
As penas foram distribuídas da seguinte maneira:
Ederlan Santos Mariano, 34 anos e 5 meses de reclusão. Ele era o marido da vítima e apontado como mentor do crime.
Victor Gabriel Oliveira Neves, 33 anos e 2 meses anos. Sua participação consistiu em segurar a vítima enquanto ela era esfaqueada.
Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, 28 anos e 6 meses. No crime, ele teria sido o responsável por esfaquear a cantora.
No primeiro dia de julgamento, na terça-feira (24), foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo a mãe da vítima, Dolores, que relatou um sonho que classificou como revelador e mencionou o relacionamento conturbado da filha, com dependência financeira, ameaças e conflitos com o então marido Ederlan Santos Mariano.
Durante as oitivas dos réus, Ederlan Santos Mariano negou ser o mandante do crime. Em seguida, Victor Gabriel Oliveira Neves também foi ouvido. Por fim, Weslen Pablo Correia de Jesus confessou a participação no crime e apontou o envolvimento de Ederlan Santos Mariano como mandante.
De acordo com as investigações, Sara Mariano foi atraída para um falso evento religioso no dia 24 de outubro de 2023. No local, foi atingida por 22 golpes de faca. Após o homicídio, o corpo foi carbonizado e abandonado em uma área de mata às margens da BA-093, em Dias d’Ávila, sendo localizado no dia 27 de outubro, após quatro dias de desaparecimento.
Gideão Duarte de Lima, responsável por conduzir Sara Mariano até o local do assassinato, foi julgado separadamente em 2025 e condenado a 20 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.
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