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Política em Foco Base de Lula

Wagner e Neto Carletto votam contra CPMI do INSS, comemoram resultado e geram reação negativa nas redes

Vídeo que circula na internet amplia críticas à postura dos parlamentares após votação

29/03/2026 21h27
Por: Gabriel Seixas Fonte: Mais Região
Reprodução/ Senado e Câmara dos Deputados
Reprodução/ Senado e Câmara dos Deputados

A rejeição do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ocorrida no último sábado (28), ganhou forte repercussão nas redes sociais após a divulgação de que o senador Jaques Wagner (PT) e o deputado federal Neto Carletto (Avante) votaram contra o parecer e comemoraram o desfecho da comissão.

A votação terminou com 19 votos contrários e 12 favoráveis, resultando no arquivamento do relatório que previa o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silvacomemorando a derrubada do relatório. Nas imagens, Wagner e Carletto aparecem entre os presentes no momento da celebração, o que ampliou a repercussão negativa entre internautas.

Após a divulgação do conteúdo, publicações passaram a destacar a atuação dos parlamentares baianos, com críticas ao posicionamento e à comemoração do encerramento da CPMI sem a aprovação do relatório final.

Entre os conteúdos compartilhados, internautas classificaram a atitude como “desrespeitosa” e cobraram que eleitores lembrem do episódio nas próximas eleições. Comentários também associaram a rejeição do relatório a uma suposta tentativa de esvaziar as investigações sobre irregularidades no sistema previdenciário.

As críticas se intensificaram especialmente após a circulação de peças gráficas e do próprio vídeo, que reforçaram a narrativa de comemoração pelo fim dos indiciamentos. Em alguns casos, usuários chegaram a questionar a coerência entre o discurso público e as decisões tomadas no Congresso.

Por outro lado, aliados do governo federal defendem que o relatório rejeitado apresentava inconsistências e viés político, justificando o voto contrário como uma medida necessária para evitar conclusões consideradas precipitadas.

A CPMI do INSS foi instalada para investigar fraudes em benefícios previdenciários e funcionou por cerca de sete meses. Com a rejeição do parecer principal e sem votação de um texto alternativo, os trabalhos foram encerrados sem relatório final aprovado.

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