O Comando Central dos Estados Unidos anunciou neste domingo (12) que irá implementar um bloqueio total ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir das 11h de segunda-feira (13), no horário de Brasília. A decisão atende a uma determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o fracasso de negociações envolvendo a questão nuclear iraniana.
De acordo com o comunicado, o bloqueio será aplicado a embarcações de todas as nacionalidades que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras do Irã, incluindo estruturas localizadas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. A nova diretriz também autoriza a Marinha norte-americana a interceptar navios em águas internacionais que tenham realizado pagamentos ao governo iraniano para operar na região.
A medida ocorre após o Irã restringir a circulação no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem apenas de petroleiros de países aliados e mediante pagamento. Com o agravamento das tensões e sem acordo diplomático, o governo dos Estados Unidos ampliou as ações e passou a impedir o trânsito inclusive de embarcações ligadas ao próprio Irã.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá reagir a qualquer embarcação militar que se aproxime da região, classificando a presença como violação de cessar-fogo. Segundo o órgão, o estreito segue sob controle iraniano e embarcações civis podem utilizar a rota, desde que cumpram regras estabelecidas.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas do comércio global, responsável pela passagem de cerca de 20% a 25% do petróleo consumido no mundo. A via conecta países produtores do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã, aos principais mercados internacionais, especialmente na Ásia.
O aumento das tensões na região pode impactar diretamente o abastecimento e os preços do petróleo, com reflexos na economia global, sobretudo em países mais dependentes da importação de energia.
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