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Lauro de Freitas Polêmica

Servidor é exonerado após denúncias de assédio sexual no Samu de Lauro de Freitas

Três técnicas de enfermagem relataram supostos abusos praticados por coordenador de frota da unidade

12/06/2026 14h56
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Maína Diniz
Maína Diniz

A Prefeitura de Lauro de Freitas informou nesta sexta-feira (12) a exoneração de um servidor municipal após tomar conhecimento de denúncias relacionadas à sua conduta dentro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a administração municipal, as medidas administrativas foram adotadas imediatamente após o caso chegar ao conhecimento da gestão.

As denúncias foram feitas por três técnicas de enfermagem que atuavam na unidade. As profissionais acusam um coordenador de frota, conhecido como "Galeguinho", de praticar assédio sexual em diferentes ocasiões. Por questões de segurança e preservação das vítimas, as identidades das denunciantes não serão divulgadas.

Uma das trabalhadoras relatou que os episódios tiveram início após sua transferência de setor. Conforme o depoimento, o coordenador passou a se aproximar sob o pretexto de prestar apoio em questões profissionais, mas posteriormente começou a enviar mensagens constantes, além de realizar cobranças e ameaças relacionadas à manutenção do emprego.

A profissional afirma que, em uma das situações, foi convidada a entrar no veículo do suspeito, estacionado nas proximidades da unidade, para uma suposta conversa sobre trabalho. No local, ele teria tentado beijá-la sem seu consentimento. Ela relata que recusou a investida e deixou o carro imediatamente. Segundo a denunciante, após o episódio, passou a receber ligações frequentes com conteúdo de teor sexual, o que lhe causou crises de ansiedade, medo de perder o emprego e abalo emocional.

Outra técnica de enfermagem afirma que também foi vítima de assédio durante um plantão. De acordo com o relato, o coordenador teria tentado agarrá-la dentro de uma sala da base do Samu e insistido na aproximação mesmo após a recusa. A profissional informou ainda que, semanas depois do ocorrido, foi desligada da função sem receber uma justificativa considerada plausível. Ela relata ter desenvolvido problemas emocionais, incluindo crises de choro, ansiedade, insônia e perda de apetite.

A terceira denunciante afirma que sofreu assédio durante aproximadamente um ano. Segundo o relato, o suspeito teria realizado toques sem consentimento, feito propostas de cunho sexual e, em uma das ocasiões, exibido o órgão genital dentro de uma ambulância. As profissionais também alegam que gestores do serviço foram informados sobre os episódios, mas que, até então, nenhuma medida teria sido adotada. Em nota, a Prefeitura de Lauro de Freitas informou que os fatos serão encaminhados aos órgãos competentes para investigação, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

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