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Senado aprova projeto que torna Salvador capital simbólica do Brasil durante o 2 de Julho

Proposta prevê transferência simbólica dos Poderes da União para a capital baiana durante as celebrações da Independência da Bahia

16/06/2026 22h20
Por: Luana Velloso Fonte: Correio24horas
Crédito: Marina Silva/CORREIO
Crédito: Marina Silva/CORREIO

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei nº 5.672/2025, que estabelece a transferência simbólica da capital do Brasil para Salvador durante as celebrações do 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia. A proposta prevê que, durante a comemoração, a capital baiana passe a sediar simbolicamente as atividades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União.

De autoria do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), o texto reconhece a importância histórica do 2 de Julho de 1823, quando ocorreu a expulsão definitiva das tropas portuguesas da Bahia, episódio considerado fundamental para a consolidação da independência do Brasil, iniciada em 7 de setembro de 1822.

De acordo com a proposta aprovada pelos senadores, a transferência terá caráter exclusivamente simbólico e não poderá comprometer o funcionamento das atividades essenciais em Brasília. A medida deverá se limitar à realização de atos oficiais relacionados à data comemorativa.

O projeto também estabelece que caberá ao Poder Executivo federal organizar a logística, a segurança e a estrutura necessárias para os eventos, em articulação com os demais Poderes e autoridades locais.

A iniciativa reforça o reconhecimento nacional da relevância histórica da Independência da Bahia, celebrada anualmente em Salvador com cortejos cívicos, manifestações culturais e homenagens aos personagens que participaram da luta pela emancipação do país.

Esta não será a primeira vez que Salvador assume simbolicamente o papel de capital do Brasil. Em julho de 1993, a cidade sediou a 3ª Conferência Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, ocasião em que também recebeu, de forma simbólica, a sede do governo federal.

Apesar da aprovação no Senado, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor.

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