Políticos baianos reagiram após o governo Donald Trump oficializar, na quarta-feira, 15, a aplicação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
Um dos que se manifestou foi o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em postagem no X (antigo Twitter), sem citar o nome do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o colega de Casa foi até os Estados Unidos defender medidas que atingem o Brasil.
"O tarifaço não atinge um partido nem um governo. Ele prejudica a economia do país, dificulta as exportações, ameaça empregos e afeta quem produz e trabalha todos os dias. Enquanto o presidente Lula atua pela diplomacia para defender os interesses nacionais, tem senador da República que vai aos Estados Unidos pedir sanções e defender medidas que atingem o próprio país", disse.
Prejuízos aos Estados Unidos
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa, pontuou que o tarifaço vai prejudicar especialmente a população estadunidense. Ele ainda afirmou que a economia do país está em declínio, perdendo competitividade em relação a outros países como China, Coreia e Japão.
"A tese dele é que, se ele aumentar a taxa, as empresas que querem vender para os Estados Unidos vão ser forçadas a se instalar nos Estados Unidos, para reindustrializar os Estados Unidos. Os Estados Unidos hoje têm uma economia em descenso, estão perdendo competitividade em relação a outros países, principalmente o mundo asiático", afirmou Rui à Piatã FM, nesta quinta-feira, 16.
"Nitidamente, a economia americana perdeu competitividade em relação à Ásia, especialmente China, Coreia, Japão, e ele tenta retomar isso na marra da força. E ele, infelizmente, contou com o Flávio Bolsonaro, o Eduardo Bolsonaro, que está morando lá, que foi pedir a ele para legitimar a fixação de taxas e a punição para o Brasil", completou.
Atuação da família Bolsonaro
Já o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, apontou a família Bolsonaro como a principal responsável pela aplicação da nova taxa. Segundo ele, a atuação do clã ultrapassou todos os limites da oposição política.
"Além de um ato de submissão aos interesses dos EUA em detrimento da soberania nacional, a postura e a atuação deliberada de Flávio Bolsonaro para que as tarifas fossem impostas por Trump confirmaram a priorização de agendas pessoais e eleitorais em vez da defesa da economia brasileira", escreveu ele, em postagem no X (antigo Twitter).
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