Camaçari reduziu em 30,2% a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em apenas um ano e deixou o grupo das dez cidades mais letais do Brasil, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O município, que ocupava a quarta posição nacional entre as cidades com mais de 100 mil habitantes no levantamento anterior, passou a registrar 52,2 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2025.
No Anuário 2025, com dados referentes ao ano de 2024, Camaçari aparecia na 4ª colocação nacional, com taxa de 74,8 mortes por 100 mil habitantes. Já no levantamento divulgado em 2026, referente aos registros de 2025, o município reduziu o indicador para 52,2, uma queda de 22,6 pontos na taxa, e deixou de integrar o grupo das dez cidades brasileiras com maiores índices de violência letal.
A redução colocou Camaçari entre os municípios baianos que apresentaram melhora significativa no período. A queda da taxa acompanha uma tendência observada em outros grandes centros urbanos do estado, como Feira de Santana, que também deixou posições de destaque no ranking nacional após redução superior a 30%, e Salvador, que apresentou queda de 15,3% no indicador.
Apesar do avanço registrado em um ano, Camaçari ainda aparece entre os municípios baianos com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais. O levantamento aponta que a cidade ocupa a 6ª posição estadual, atrás de Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro, que integram o grupo das dez cidades mais violentas do Brasil em 2025.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Camaçari apresenta a segunda maior taxa de MVI, atrás apenas de Simões Filho, que registrou índice de 68,1 mortes por 100 mil habitantes e ficou na quinta posição nacional. Salvador aparece com taxa de 44 mortes por 100 mil habitantes, enquanto Lauro de Freitas registrou 36,9.
O indicador de Mortes Violentas Intencionais reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. O Anuário utiliza como critério comparativo os municípios com população superior a 100 mil habitantes.
O cenário nacional mostra redução da violência letal em 2025, com a menor taxa média de MVI registrada desde o início da série histórica, em 2012. O Brasil alcançou índice de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 8,2% em relação ao ano anterior. A Bahia, no entanto, permanece entre os estados com maiores taxas do país, com 36,8 mortes por 100 mil habitantes.
Na comparação estadual, os dados indicam uma mudança na distribuição da violência letal. Enquanto municípios como Camaçari registraram queda expressiva nos índices, cidades do extremo sul baiano, como Eunápolis e Porto Seguro, passaram a concentrar as maiores taxas do país, ocupando respectivamente a segunda e a quarta posição nacional.
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