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Política em Foco Interpol

Ex-deputado do PL é preso na Bolívia após quase um mês foragido

Razuk Filho foi condenado a mais de 15 anos de prisão por envolvimento no jogo do bicho

03/08/2026 13h52
Por: Redação Fonte: A Tarde
Reprodução/ALMS
Reprodução/ALMS

Após quase um mês foragido da Justiça brasileira, o ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso no último domingo, 2, na Bolívia.

Condenado a mais de 15 anos de prisão por organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, ele era procurado desde 8 de julho e foi transferido para o Brasil horas após a prisão.

Em nota, a defesa de Neno informou que aguarda orientações da Polícia Federal sobre a transferência do ex-parlamentar para Campo Grande.

"Ainda estamos aguardando a decisão da Polícia Federal. Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso, e informaremos sobre qualquer atualização", afirmou.

Entenda

A prisão ocorreu pouco mais de uma semana depois de a Justiça de Mato Grosso do Sul determinar que a Polícia Federal solicitasse à Interpol a inclusão do nome de Neno Razuk na difusão vermelha, mecanismo de cooperação internacional utilizado para localizar foragidos.

O ex-deputado foi condenado em 2025, mas não chegou a ser preso porque ainda exercia mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Em maio deste ano, porém, deixou a Casa após uma recontagem dos votos das eleições de 2022 alterar a composição do Legislativo estadual. Com isso, perdeu a imunidade parlamentar.

Além da pena de prisão, Neno Razuk também foi condenado à perda do direito de exercer cargo público por oito anos.

Operação Successione

Neno Razuk, o pai Roberto Razuk, os irmãos Jorge e Rafael Razuk e outras 16 pessoas foram denunciados na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025.

Segundo o Ministério Público, o grupo integrava uma organização criminosa armada dedicada à exploração ilegal de jogos de azar.

A investigação aponta que a quadrilha utilizava corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para manter o controle da atividade ilegal e expandir sua atuação em regiões antes dominadas por outros grupos criminosos.

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